Verde dribla período difícil e finaliza ano acima do CDI; fundo reduz posição em Bolsa Brasil

Já na parcela global, a gestora voltou a ter uma posição líquida que se beneficia da valorização dos mercados acionários

Bruna Furlani

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Não há como negar: 2023 foi desafiador para boa parte dos fundos multimercados, e não foi diferente com a renomada gestora Verde. Mas após sofrer no começo do ano, o carro-chefe da casa, o fundo Verde, conseguiu reverter a situação e terminar o ano com ganhos de 14,53% em 2023, acima dos 13,04% do CDI.

Retorno bem acima do registrado pela subclasse de multimercados macro, que encerrou 2023 com rentabilidade de 9,27%, em média, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Em carta divulgada a investidores na noite de terça-feira (10), a Verde afirmou que o fundo ganhou em 2023 com posições em juros globais, moedas e livros de trading. Já alguns dos principais detratores para o retorno no acumulado do ano foram posições tomadas (que se beneficiam da alta) em juros japoneses, além de um hedge (proteção) feito em Bolsa americana e de alocações em que gestores ganham quando a expectativa de inflação sobe ao longo do tempo no Brasil – o contrário do que ocorreu.

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Após um dezembro bem positivo para produtos mais agressivos, a gestora chama atenção que os mercados agora talvez “precifiquem um excesso de cortes na curva futura e uma certa exuberância nos ativos de risco”. Na visão da Verde, ambos os temas devem ditar o comportamento dos agentes financeiros no início deste ano.

Com o rali visto no mercado em dezembro, a Verde diz que aproveitou o momento para reduzir, de forma marginal, a exposição em Bolsa Brasil. Já na parcela global, a gestora voltou a ter uma posição líquida que se beneficia da valorização dos mercados acionários.

Por outro lado, a Verde manteve a alocação aplicada (que se beneficia com a queda) em juros reais brasileiros e americanos, além de uma exposição que se beneficia da alta dos juros de curto prazo do Japão.

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Mudanças também na alocação em câmbio, com a ligeira diminuição da posição na rúpia indiana e aumento da exposição ao peso mexicano. A casa também seguiu com uma posição pequena em petróleo, além de uma exposição em crédito high yield (maior risco e retorno) local e global.