Pesquisa com milionários

UBS: Menos otimista com o curto prazo, maioria dos investidores brasileiros pretende esperar para investir em ações

Para 78% dos consultados, probabilidade de recessão mundial em meio à crise com epidemia do coronavírus é alta

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SÃO PAULO – Embora menos otimistas com o curto prazo em meio à atual crise gerada pela epidemia de coronavírus, os investidores brasileiros seguem confiantes com o rumo da economia ao olhar para um horizonte de mais longo prazo. É o que mostra a nova pesquisa quadrimestral “Sentimento do Investidor”, do UBS, que revelou que a parcela de otimismo com os próximos 12 meses caiu de 68%, no último quadrimestre de 2019, para 44%, neste levantamento.

Para 78% dos brasileiros, é muito provável que uma recessão mundial aconteça no período, um percentual acima do verificado nas pesquisas do México e da Argentina, ambos com 69%. O pior momento da atual epidemia deve terminar em junho para 38% dos entrevistados ou em setembro, para 33%.

Quando o foco se refere aos próximos dez anos, contudo, a confiança dos investidores sofre uma mudança menos expressiva, com os otimistas representando 71% da amostra, ante o total de 75% anterior.

Em relação aos investimentos em Bolsa, apenas 21% dos brasileiros disseram que este é um bom momento para comprar ações. A maioria (64%) disse que pretende esperar uma queda adicional do mercado, de 5% a 20%, para aplicar novamente e 15% consideram o momento inoportuno, como um “bear market” (com tendência de baixa).

Em termos regionais, as oportunidades no exterior para os investidores brasileiros estão concentradas especialmente nos Estados Unidos. Assim como os pares latinos, a principal preocupação por aqui reside no Covid-19, ponto destacado por 76% dos entrevistados, seguido por tensões com agitações sociais devido ao aumento do desemprego (mencionado por 54% dos consultados) e pela saída de formuladores de política econômica do governo (43%).

O UBS consultou 455 investidores e 150 empresários do México, do Brasil e da Argentina com pelo menos US$ 1 milhão em investimentos ou ao menos US$ 1 milhão em receita anual e um funcionário. A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 18 de abril.

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📉 O investidor brasileiro está pessimista, no curto prazo, com os rumos do mercado. É o que mostra a pesquisa "Sentimento do Investidor" sobre o primeiro quadrimestre de 2020, feita pelo UBS.⠀ ⠀ 📉 Segundo o levantamento, a parcela de otimismo com os próximos 12 meses caiu de 68%, no último quadrimestre de 2019, para 44%. ⠀ ⠀ 📉 Em relação aos investimentos em Bolsa, apenas 21% dos brasileiros disseram que este é um bom momento para comprar ações, conforme mostra o gráfico acima. A maioria disse que pretende esperar uma queda adicional do mercado, de 5% a 20%, para aplicar novamente, e 15% consideram o momento inoportuno e que os mercados têm tendência de baixa. ⠀ ⠀ 📉 A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 18 de abril de 2020 com 455 investidores e 150 empresários do México, do Brasil e da Argentina com pelo menos US$ 1 milhão em investimentos ou ao menos US$ 1 milhão em receita anual e um funcionário.⠀ ⠀ 📲 Confira mais dados da pesquisa no site do InfoMoney (link para o texto nas stories).⠀

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Perspectivas globais

A pesquisa global, com respostas de 4.108 investidores e empresários, também mostra que 70% deles estão otimistas quanto às perspectivas econômicas de longo prazo para sua região, praticamente sem alteração em relação à pesquisa anterior.

Já a confiança no curto prazo é menor, com uma redução de 67% para 46% dos que expressaram otimismo, com destaque regional para os Estados Unidos (com queda de 68% para 30%).

A epidemia do coronavírus está se refletindo no estilo de vida de 96% dos entrevistados, e 60% consideram alta probabilidade de recessão ao longo dos próximos 12 meses.

Apesar das preocupações, 47% dos investidores disseram que não pretendem ajustar seus portfólios de ações nos próximos seis meses e 37% pretendem, inclusive, aumentar as aplicações.

O momento para essa decisão, contudo, pode não ser o atual, dado que 61% devem esperar uma nova queda dos mercados para assumir novos riscos. Não à toa, uma nova baixa é tida como preocupação por 46% das pessoas, perdendo apenas para o próprio Covid-19, com 57% de menção.

Por fim, a visão sobre o período em que o pior do coronavírus deve ter passado praticamente se divide entre junho (com 35% das respostas) e setembro, com 32%.

O UBS entrevistou mais de 2.928 investidores e 1.180 empresários de 14 mercados: Argentina, Brasil, China, França, Alemanha, Hong Kong, Itália, Japão, México, Cingapura, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA.

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