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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam na abertura da semana

Reunião do Banco Central vai indicar os próximos passos de política monetária; início de corte da Selic é esperado

SÃO PAULO – Após encerrar a última semana com ajuste de alta, as taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, voltam a cair nesta segunda-feira.

Dentre os títulos com rendimentos prefixados, o prêmio anual do Tesouro Prefixado 2022 cedia de 5,87%, na abertura do pregão, para 5,85%, nesta tarde, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2025 recuava de 6,87% para 6,85%.

No grupo de papéis com retorno indexado à inflação, houve pouca oscilação de preços ao longo do dia. O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 pagava prêmio de 3,58%, enquanto o retorno do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2050 tinha leve alta, de 3,62% para 3,63%. O investidor pode adquirir o papel integralmente por R$ 4.720,17 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 47,20 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

No noticiário de hoje, o Boletim Focus do Banco Central, que compila a mediana das expectativas das instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país, não mostrou grandes mudanças. Em semana de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve recomeçar a cortar a taxa Selic, a perspectiva do Focus segue apontando para uma queda de 0,25 ponto percentual, ainda que o mercado não descarte um ajuste maior, de 0,50 ponto, levando os juros básicos para o patamar dos 6% ao ano.
É esperada uma redução de um ponto percentual até o fim do ano, para 5,5%. Para 2020, a expectativa para a Selic foi cortada de 5,75% para 5,5%.

A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, por sua vez, se mantém em crescimento de 0,82% e, para 2020, espera-se que a atividade econômica brasileira tenha uma expansão de 2,1%.

Por fim, em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – indicador oficial de referência para a inflação –, o mercado financeiro prevê alta de 3,8% em 2019, um pouco acima da projeção da semana anterior, de 3,78%. Para 2020, a previsão foi mantida em inflação de 3,9%.

Na cena internacional, a semana também deverá ser movimentada pela reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

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Confira os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 2,88 R$ 56,04 R$ 2.802,45
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,58 R$ 37,16 R$ 1.858,27
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,58 R$ 39,25 R$ 1.308,50
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,05 R$ 39,08 R$ 3.908,43
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,46 R$ 42,48 R$ 4.248,97
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,63 R$ 47,20 R$ 4.720,17
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 5,85 R$ 34,84 R$ 871,23
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 6,85 R$ 34,92 R$ 698,45
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,16 R$ 35,82 R$ 1.194,21
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02 R$ 102,28 R$ 10.228,11

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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