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Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos prefixados estendem queda; confira valores

Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou inflação de apenas de 0,09% em julho, depois da alta de 0,06% de junho

SÃO PAULO – Em meio à divulgação de novos dados fracos de inflação, as taxas dos títulos públicos vendidos por meio do Tesouro Direto, programa que possibilita sua negociação por investidores pessoas físicas por meio da internet, acompanham o movimento do mercado de juros futuros e operam em queda nesta terça-feira.

À tarde, os papéis com retornos prefixados estenderam a baixa, enquanto os títulos com rendimentos indexados à inflação tiveram leve correção para cima, embora com taxas ainda menores do que as vistas ontem. 

No grupo de títulos públicos prefixados, o prêmio do Tesouro Prefixado 2022 caía de 5,88%, nesta manhã, para 5,85%, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2025 cedia de 6,90% para 6,86% ao ano.

Dentre os papéis com retorno indexado à inflação, o prêmio do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024 subia de 2,84% para 2,85% ao ano, enquanto a rentabilidade do mesmo título com prazo em 2035 avançava de 3,64% para 3,65%. O investidor pode adquirir o papel integralmente por R$ 1.836,84 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 36,73 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou inflação de apenas de 0,09% em julho, depois da alta de 0,06% de junho. Em 12 meses, o índice avança 3,27%, abaixo da mediana das expectativas dos economistas consultados pela Bloomberg, de 3,32%.

Com isso, o IPCA-15 se distancia da meta de inflação do governo, de 4,25% ao ano, faltando apenas uma semana para a reunião de julho do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual é esperado que o Banco Central volte a cortar a taxa Selic.

Conforme revelado pelo Boletim Focus divulgado ontem, o mercado projeta que os juros básicos da economia caiam dos atuais 6,5% ao ano para 5,5% ao fim de 2019, com o primeiro corte, de 0,25 ponto percentual, a ser anunciado no próximo dia 31 de julho.

Na cena política, após a polêmica envolvendo o setor da construção civil, o governo pretende limitar o valor a ser sacado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a R$ 500 para cada conta que tiver. O limite foi discutido ontem no Ministério da Economia e o público-alvo da medida são 100 milhões de contas do fundo (um trabalhador pode ter mais de uma conta).

A partir do ano que vem, a ideia é permitir que os trabalhadores tenham direito a uma nova modalidade de retirada dos recursos: o "saque aniversário". No Ministério da Economia, porém, há quem acredite que um valor tão baixo vai ter pouco efeito na atividade econômica neste ano.

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Confira os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto hoje:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 2,85 R$ 56,08 R$ 2.804,20
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,65 R$ 36,73 R$ 1.836,84
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,65 R$ 38,54 R$ 1.284,72
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,04 R$ 39,07 R$ 3.907,23
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,51 R$ 42,22 R$ 4.222,34
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,66 R$ 46,92 R$ 4.692,76
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 5,85 R$ 34,81 R$ 870,44
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 6,86 R$ 34,86 R$ 697,36
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,18 R$ 35,74 R$ 1.191,43
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02 R$ 102,18 R$ 10.218,00

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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