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Título públicos operam em queda na abertura da semana; confira as taxas

Destaque do dia, Boletim Focus mostrou que, após 20 reduções consecutivas, a estimativa do mercado para o crescimento da economia em 2019 subiu ligeiramente

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados vendidos por meio do Tesouro Direto, programa que possibilita sua negociação por investidores pessoas físicas por meio da internet, acentuaram a queda na tarde desta segunda-feira.

Destaque para o Tesouro Prefixado 2022, cujo prêmio caía de 5,94% para 5,90%, enquanto o retorno do título de 2025 recuava de 6,94% para 6,92% ao ano. A rentabilidade do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029, por sua vez, cedia de 7,25% para 7,23%.

Dentre os papéis com retorno indexado à inflação, não houve grandes alterações em relação aos retornos vistos de manhã. O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035, por exemplo, remunera o IPCA (índice que mede a inflação do país) acrescido de um juro real de 3,68% ao ano. O investidor pode adquirir o título integralmente por R$ 1.828,08 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 36,56 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação). O retorno do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 se mantém em 3,70%.

No que prestar atenção?

No noticiário do dia, destaque para o Boletim Focus, compilado de pesquisa semanal feita pelo Banco Central com instituições financeiras, que mostrou que, após 20 reduções consecutivas, a estimativa do mercado para o crescimento da economia em 2019 subiu ligeiramente.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 0,81% para 0,82%.Para 2020, a expectativa das instituições financeiras é de que a economia tenha crescimento de 2,10%, a mesma estimativa da semana passada.

Também houve ajuste em relação à projeção para a inflação, que diminuiu de 3,82% para 3,78% este ano. No que tange à perspectiva vinculada à taxa Selic, o mercado segue esperando que os juros básicos da economia caiam dos atuais 6,5% ao ano para 5,5% ao fim de 2019, com o primeiro corte, de 0,25 ponto percentual, já na reunião deste mês, que acontecerá nos próximos dias 30 e 31.

Para o fim de 2020, a expectativa para a Selic caiu de 6% para 5,75% ao ano, e, para o fim de 2021, permaneceu em 7% ao ano.

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Ainda no Brasil, tem início nesta segunda-feira, após o fim do pregão, a temporada de resultados corporativos do segundo trimestre. Investidores também seguem à espera do anúncio da liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelo governo.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos do Tesouro Direto hoje:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 2,86 R$ 56,04 R$ 2.802,30
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,68 R$ 36,56 R$ 1.828,08
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,68 R$ 38,24 R$ 1.274,92
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,06 R$ 39,02 R$ 3.902,04
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,54 R$ 42,07 R$ 4.207,93
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,70 R$ 46,61 R$ 4.661,51
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 5,90 R$ 34,76 R$ 869,24
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 6,92 R$ 34,75 R$ 695,05
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,23 R$ 35,62 R$ 1.187,44
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02 R$ 102,15 R$ 10.215,48

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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