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Título paga a inflação mais 3,67% ao ano nesta sexta-feira; confira taxas do Tesouro Direto

Mercado repercutiu falas do presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos indexados à inflação negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentaram queda na tarde desta sexta-feira (19).

Dentre as principais notícias do dia, o mercado repercutiu as falas do presidente do Federal Reserve (o banco central americano) de Nova York, John Williams, de que é "melhor tomar medidas preventivas do que esperar para que o desastre aconteça". 

Williams destacou que os bancos centrais devem se mover rapidamente nesta era de baixas taxas de juros quando veem sinais de problemas na economia. Ele é considerado um membro do Fed de postura mais neutra, o que dá um peso maior às suas declarações.

Com isso, ficam fortalecidas as expectativas de que o Fed corte os juros na próxima reunião, que ocorre nos dias 30 e 31 de julho, e o ritmo pode ser ainda maior que o já precificado 0,25 ponto percentual. O Fed, entretanto, buscou esclarecer ontem à noite a declaração, afirmando se tratar de "um discurso acadêmico", com base em "20 anos de pesquisa".

No Brasil, sem novidades sobre o andamento das reformas por conta do início do recesso parlamentar, as atenções dos investidores se voltaram às medidas de estímulo à retomada da atividade econômica, como a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), enquanto a temporada de balanços corporativos não começa.

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No Tesouro Direto, o título indexado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com juros semestrais e vencimento em 2035 oferecia um prêmio anual (acrescido da inflação) de 3,53% ao ano, ante 3,56% mais cedo. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 4.211,54 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 42,11 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Já os papéis com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam o IPCA mais 3,67% ao ano, ante 3,70% a.a. na abertura do dia.

Nos títulos prefixados, o papel com vencimento em 2025 pagava 6,93% ao ano, ante 6,96% a.a. pela manhã, enquanto o com juros semestrais e prazo em 2025 oferecia rentabilidade de 7,25%, ante 7,28% ao ano ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta sexta-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 2,85% R$ 56,06 R$ 2.803,16
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,67% R$ 36,60 R$ 1.830,47
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,67% R$ 38,33 R$ 1.277,81
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,04% R$ 39,05 R$ 3.905,72
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,53% R$ 42,11 R$ 4.211,54
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,71% R$ 46,52 R$ 4.652,98
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 5,94% R$ 34,72 R$ 868,24
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 6,93% R$ 34,72 R$ 694,51
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,25% R$ 35,56 R$ 1.185,66
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02% R$ 102,12 R$ 10.212,96

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com uma alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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