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Tesouro Direto: confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta terça-feira

Atenções dos investidores se voltaram principalmente à leitura da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e também a novos indicadores inflacionários

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, operam sem direção definida desde o início dos negócios desta terça-feira.

As atenções dos investidores se voltaram principalmente à leitura da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e também a novos indicadores inflacionários.

A taxa Selic foi mantida na última semana no patamar de 6,5% ao ano. Na ata, publicada nesta manhã, a diretoria do BC concluiu que “houve interrupção do processo de recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres”. No primeiro trimestre deste ano, o PIB caiu 0,2%.

No documento, foi destacado que a evolução dos riscos inflacionários melhorou, mas os integrantes do comitê ainda consideram que o risco preponderante diz respeito ao andamento das reformas estruturais. “O comitê avalia que o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, mas entende que, neste momento, o risco é preponderante”, diz a ata.

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apontou alta de 0,06% em junho. A taxa é inferior ao 0,35% de maio e é a menor para o mês desde 2006 (-0,15%). O dado foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado da prévia, o IPCA-15 acumula inflação de 1,13%, no trimestre, de 2,33%, no ano, e de 3,84%, em 12 meses.

O mercado também monitora a tramitação da reforma da Previdência no Congresso. Todas as atenções estão voltadas para a retomada da discussão do parecer do relator, Samuel Moreira (PSDB-SP). Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), calcula que os votos para aprovar a reforma estão garantidos na Câmara e no Senado e que o processo todo deve ser concluído após o recesso parlamentar.

À tarde, um maior pessimismo começou a tomar conta dos mercados, em meio à notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará hoje pedidos de soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No Tesouro Direto, dentre os papéis indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024 oferecia retorno de 3,14% ao ano (acrescido da inflação), um pouco acima da taxa de 3,12% mais cedo. Já os títulos com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam o IPCA mais 3,74% ao ano, abaixo dos 3,76% vistos ontem.

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Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta terça-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 3,14 R$ 55,11 R$ 2.755,84
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,74 R$ 36,10 R$ 1.805,30
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,74 R$ 37,55 R$ 1.251,78
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,22 R$ 38,55 R$ 3.855,03
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,63 R$ 41,53 R$ 4.153,82
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,80 R$ 45,71 R$ 4.571,30
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 6,45 R$ 34,17 R$ 854,27
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 7,34 R$ 33,83 R$ 676,77
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02 R$ 101,67 R$ 10.167,66

Fonte: Tesouro Direto

Já o papel prefixado com vencimento em 2022 oferecia retorno anual de 6,45%, ante a rentabilidade de 6,35% a.a. registrada na abertura dos negócios. O investidor podia adquirir o papel integralmente por R$ 854,27 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 34,17 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver a posição até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com uma alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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