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Confira os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta sexta-feira

Taxas caem na abertura do dia; mercado acompanha ameaças de Donald Trump contra o México e dados fracos da economia chinesa

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na abertura desta sexta-feira (31).

Dentre as principais notícias do dia, bolsas mundiais reagem às ameaças do presidente Donald Trump contra o México e aos dados fracos da economia chinesa, indicando uma contração impactada pela guerra comercial. 

No Brasil, o mercado acompanha a divulgação pelo IBGE da taxa de desocupação no Brasil, que ficou em 12,5% no segundo trimestre, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O resultado ficou dentro das projeções dos analistas ouvidos pelo Broadcast.

No Tesouro Direto, o papel prefixado com vencimento em 2025 oferecia retorno de 8,16% ao ano, ante 8,22% a.a. na quinta. Já o título com juros semestrais e vencimento em 2029 oferecia retorno de 8,43% ao ano, ante 8,49% a.a. na abertura do pregão anterior.

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o investimento até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

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O movimento de queda nas taxas também é encontrado nos papeis indexados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O com vencimento em 2024, pagava uma taxa anual de 3,70% (acrescida da inflação), ante 3,73% a.a. na véspera. O investidor podia adquirir o título hoje integralmente por R$ 2.674,57 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 53,49 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Já os papéis com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam a inflação mais uma taxa de 3,98% ao ano, ante 4,07% a.a. ontem. No começo do ano, as taxas estavam em 4,95% ao ano. 

Título público valorizou 57% em 12 meses

O papel Tesouro IPCA+ 2045, que oferece um retorno atrelado à inflação, valorizou cerca de 20% em 2018 e outros 27,5% apenas neste ano. Em outras palavras, no acumulado dos últimos 12 meses, o rendimento chega aos 57%. No mesmo período, o Ibovespa subiu 27%, o dólar teve apreciação de 7,2% e o CDI teve variação de 6,34%.

Com tanto ganho, vale a pena vender esse papel e realizar o lucro? O InfoMoney conversou com gestores de fundos de investimentos para encontrar a resposta. Leia a reportagem completa clicando aqui.

Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta sexta-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 3,70% R$ 53,49 R$ 2.674,57
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,98% R$ 34,72 R$ 1.736,35
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,98% R$ 35,29 R$ 1.176,55
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,70% R$ 37,42 R$ 3.742,57
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,91% R$ 40,22 R$ 4.022,29
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 4,11% R$ 43,41 R$ 4.341,03
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 7,12% R$ 33,48 R$ 837,20
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 8,16% R$ 32,28 R$ 645,75
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 8,43% R$ 34,20 R$ 1.140,25
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02% R$ 101,27 R$ 10.127,56

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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