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Tesouro Direto ainda é confiável no longo prazo? Assessora de investimentos responde

Fernanda Zucatelli explica que a aplicação em títulos do governo é considerada o investimento mais seguro que existe

SÃO PAULO - Com a taxa de juros no patamar mais baixo desde 2013 e o pior déficit do governo em 10 anos, é compreensível que investidores iniciantes em renda fixa fiquem preocupados com o futuro do Tesouro Direto. 

Uma das dúvidas mais comuns que o InfoMoney tem recebido recentemente - pelo e-mail duvidaimtv@infomoney.com.br - é sobre a segurança e a rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto. Um leitor escreveu para a redação contando que sua esposa e suas minhas filhas querem investir  no  Tesouro Direto, mas têm dúvidas se, com a queda dos juros e o déficit do governo, ainda é aconselhável e rentável - longo prazo - investir nesses títulos e qual seria a melhor escolha para o momento.

A assessora de investimentos Fernanda Zucatelli explica que a aplicação em títulos do governo é considerada o investimento mais seguro que existe, mesmo com o atual déficit público, pois o governo vem tomando providências para reduzi-lo.

"Você pode observar que as taxas de juros estão caindo, a princípio por causa da inflação, mas na verdade esta queda é possível pela credibilidade dos agentes econômicos, pela capacidade do Banco Central em administrar a dívida pública. Quando há um cenário de desconfiança, o governo não consegue baixar a taxa, porque os investidores não emprestariam para o governo", explica Zucatelli. 

A assessora destaca ainda que o déficit público é de curto prazo e o Tesouro Nacional recorre ao mercado financeiro, emitindo dívida de longo prazo, atitude que melhora seu fluxo de caixa e, consequentemente, sua capacidade de pagamento.

Sobre o melhor título para investir no momento, Zucatelli avalia que, com a tendência de queda de juros, os títulos prefixados se apresentam como melhor alternativa. "Antes de investir, é preciso saber se sua filha e sua esposa possuem uma reserva adicional para despesas inesperadas, tais como uma batida do carro, a quebra de um eletrodoméstico ou até mesmo uma possível perda de renda do trabalho", pondera a assessora de investimentos.

Caso já possuam esta reserva, poderão optar por um CDB com vencimento de 2 ou 3 anos com taxas superiores às do Tesouro Direto ou até mesmo por um fundo multimercado, dependendo do perfil de risco do investidor, aconselha Zucatelli. "Lembro que os investimentos em CDB, LCI, LCA e LC contam com a garantia do FGC até o limite de R$ 250 mil por instituição financeira e CPF", destaca.

 

 

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