Títulos públicos

Tesouro Direto tem vendas maiores que os resgates pelo 3º mês seguido e reverte saldo negativo do ano

No mês passado, o programa registrou o acréscimo de 34 mil novos investidores ativos

SÃO PAULO – Pelo terceiro mês consecutivo, o Tesouro Direto, programa online do governo para negociação de títulos públicos pelo investidor pessoa física, registrou vendas acima dos resgates, com uma captação líquida de R$ 807,1 milhões em junho. O resultado se deve a vendas de títulos pelo programa da ordem de R$ 2,34 bilhões, contra saídas de R$ 1,53 bilhão, relativas a recompras.

Com o resultado positivo no último mês, o programa reverteu o resgate líquido que acumulava até maio, e passou a ter captação líquida de R$ 517,7 milhões no primeiro semestre.

Em meio à pressão inflacionária, que tem corroído o retorno das aplicações mais conservadoras, o título mais demandado pelos investidores em junho foi novamente o papel atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representou 43,4% das vendas no Tesouro Direto.

Na sequência, aparecem os papéis indexados à taxa Selic, com 42,8% das vendas, enquanto os prefixados tiveram participação de 13,8%.

Com relação ao prazo de emissão dos títulos, a preferência dos investidores recaiu sobre papéis com vencimentos intermediários, com prazos de cinco a dez anos, com 52,5% das vendas. Os títulos públicos mais curtos (com prazo entre um e cinco anos) aparecem em seguida, com fatia de 33,9%. Já aqueles mais longos, acima de dez anos, ficaram com 13,6% das vendas do mês.

Estoque e investidores

De acordo com os dados do Tesouro Direto, foram realizadas 416,9 mil operações em junho. No período, o valor médio por operação foi de R$ 5.617,10, com 85,2% das vendas com valores abaixo de R$ 5 mil.

Já o estoque do programa alcançou um montante de R$ 66,35 bilhões, crescimento de 2,1% em relação a maio, e de 7,4% ante junho de 2020.

Os títulos indexados aos índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, com 54,6% do total. Na sequência, estão os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 25,4%, e, por fim, os papéis prefixados, com 20,0%.

No que tange ao número de investidores ativos, isto é, aqueles atualmente com saldo em aplicações no programa, o total voltou a crescer e chegou a 1.558.647 em junho, um aumento de 20,0% nos últimos 12 meses. No mês passado, o acréscimo foi de 34 mil novos investidores ativos.

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