Tesouro Direto: pequeno investidor concentra 56% do volume aplicado em 2010

O percentual mais alto foi o das aplicações de até R$ 1 mil, com 22,9%. Em seguida, aparecem as aplicações de R$ 10 mil a R$ 50 mil

Diego Lazzaris Borges

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SÃO PAULO – Os pequenos investidores do Tesouro Direto – aqueles que aplicam até R$ 5 mil – foram responsáveis por 56,4% do volume aplicado nos títulos públicos federais em 2010.

O levantamento divulgado pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (28) mostra ainda que, no ano passado, o percentual mais alto foi o das aplicações de até R$ 1 mil, que somaram 22,9%. Em seguida aparecem as aplicações de R$ 10 mil a R$ 50 mil, que totalizaram 21,7%.

Na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil, a participação chegou a 15,3%, enquanto a de R$ 1 mil a R$ 2 mil atingiu 13,5%. As aplicações de R$ 2 mil a R$ 3 mil representaram 7,7% do total. Por fim, ficaram as aplicações de R$ 4 mil a R$ 5 mil (6,3%) e as de R$ 3 mil a R$ 4 mil (5,9%).

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Total
Levando em consideração todos os investidores, o montante financeiro vendido em 2010 foi de R$ 2,23 bilhões, 43,07% superior ao observado no ano anterior.

O Tesouro Direto é um programa que possibilita a aquisição de títulos públicos por pessoas físicas pela internet. Foi lançado em 2002 para democratizar o acesso para investimentos em títulos federais, incentivar a formação de poupança de longo prazo e facilitar o acesso às informações sobre a administração e a estrutura da dívida pública federal brasileira.

Com 39,99 mil novos participantes cadastrados em 2010, o número total de investidores do Tesouro Direto encerrou o ano com 214,67 mil, o que representa crescimento de 22,9% ante o acumulado de 2009.

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Investimento
A compra de títulos do Tesouro Direto pode representar uma alternativa bastante atraente para quem investe em fundos de renda fixa, pois  o perfil de risco é muito similar e, em muitos casos, os custos envolvidos podem ser bem menores – o que pode significar retorno melhor para o investidor.

Diego Lazzaris Borges

Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip