Tesouro Direto: juros de prefixados avançam até 10,40% em dia de alta dos Treasuries

Investidores também repercutem projeções do Focus, que trouxe melhora para a estimativa do IPCA em 2024

Bruna Furlani

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A virada de ano começa com movimento misto das taxas oferecidas por títulos do Tesouro Direto nesta terça-feira (2). Na primeira atualização do dia, os juros oferecidos por prefixados apresentam alta, enquanto a maior parte dos retornos entregues por papéis atrelados à inflação rondam perto da estabilidade, ou em leve queda.

A terça-feira é de alta dos juros futuros no Brasil, que acompanham a elevação vista nos rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano). Por volta das 11h50 (horário de Brasília), a taxa entregue pelo papel americano com vencimento em dez anos era de 3,975%, acima dos 3,898% registrados na véspera.

Investidores também repercutem as projeções de economistas consultados pelo Banco Central para a economia, por meio do Relatório Focus. O documento trouxe hoje melhora na estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024.

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No Tesouro Direto, a taxa oferecida pelo Tesouro Prefixado 2033 era a que apresentava maior alta, passando de 10,32%, na última quinta-feira (28), para 10,40% na primeira atualização desta terça-feira.

Já entre os títulos atrelados à inflação, o maior juro real era entregue pelo Tesouro IPCA+2045 no valor de 5,58%, levemente abaixo dos 5,60% vistos na última sessão.

Para quem investe no Tesouro Direto, o primeiro dia útil do ano também é de cobrança da taxa de custódia. O percentual é de 0,2% em relação ao saldo total das aplicações, dividido em duas parcelas iguais de 0,10%: uma que é cobrada agora e outra no primeiro dia útil de julho.

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Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na tarde desta terça-feira (2):

Fonte: Tesouro Direto

Focus

Dentro da cena local, o destaque está no Relatório Focus. No documento divulgado hoje, a expectativa para a inflação oficial de 2023 permaneceu em 4,46%. Já a estimativa do IPCA para este ano passou dos 3,91%, da semana passada, para 3,90%, enquanto a previsão para a inflação de 2025 continua em 3,50% há 23 semanas. Já a projeção para 2026 permanece nos mesmos 3,50%.

Ao olhar para o Produto Interno Bruto (PIB), a mediana das projeções para o indicador permaneceu em 2,92% em 2023, assim como a expectativa para 2024, 2025 e 2026 seguiram em 1,52%, 2,0% e 2,0%.

As projeções para a taxa básica de juros (Selic) também não sofreram alterações em todo o horizonte da pesquisa. A projeção para 2024 ficou nos mesmos 9,00%, assim como as estimativas para 2025 e 2026 se mantiveram em 8,50%.

A mediana das projeções para o dólar em 2024 seguiu a mesma tônica e permaneceu em R$ 5,00. A de 2025, por sua vez, caiu de R$ 5,05 para R$ 5,03 e a aposta para 2026 permaneceu em R$ 5,10.