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Tesouro Direto: confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quarta-feira

Atenções dos investidores se voltam, mais uma vez, à tramitação da reforma da Previdência no Congresso; há indicativos de novo cronograma, com votação apenas na próxima terça-feira

SÃO PAULO – Os títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, operam sem grandes oscilações em relação aos preços vistos no início dos negócios desta quarta-feira.

As atenções dos investidores se voltam, mais uma vez, à tramitação da reforma da Previdência no Congresso. A Comissão Especial da Câmara dos Deputados volta a se reunir para analisar o texto, em meio a temores de atraso. As notícias do dia são de que há um novo cronograma para o andamento da reforma, com votação apenas na próxima terça-feira (2). A expectativa anterior era de que a Previdência já fosse votada esta semana na Comissão.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, está em deslocamento até Osaka, no Japão, para participar da reunião do G-20, que começa nesta sexta-feira.

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Na cena externa, houve um certo alívio nas tensões, com a fala do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, à CNBC, indicando que o acordo para encerrar a guerra comercial contra a China está “90% completo”. As expectativas aumentam por conta da reunião do G-20.

No Tesouro Direto, dentre os papéis prefixados, o com vencimento em 2022 oferecia retorno anual de 6,37%, ante a rentabilidade de 6,39% a.a. registrada na abertura dos negócios. O título com prazo final em 2025 pagava juro de 7,22%, abaixo dos 7,28% vistos mais cedo. O investidor podia adquirir o papel integralmente por R$ 681,15 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 34,05 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver a posição até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

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Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quarta-feira:
Título VencimentoTaxa de Rendimento (% a.a.)Valor MínimoPreço Unitário
Indexados ao IPCA 
Tesouro IPCA+ 202415/08/2024IPCA + 3,18R$ 55,00R$ 2.750,28
Tesouro IPCA+ 203515/05/2035IPCA + 3,72R$ 36,21R$ 1.810,80
Tesouro IPCA+ 204515/05/2045IPCA + 3,72R$ 37,74R$ 1.258,01
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 202615/08/2026IPCA + 3,29R$ 38,39R$ 3.839,47
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 203515/05/2035IPCA + 3,63R$ 41,53R$ 4.153,75
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 205015/08/2050IPCA + 3,81R$ 45,63R$ 4.563,91
Prefixados 
Tesouro Prefixado 202201/01/20226,37R$ 34,24R$ 856,10
Tesouro Prefixado 202501/01/20257,22R$ 34,05R$ 681,15
Indexados à Taxa Selic 
Tesouro Selic 202501/03/2025Selic + 0,02R$ 101,70R$ 10.170,17

Fonte: Tesouro Direto

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Dentre os papéis indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024 oferecia retorno de 3,18% ao ano (acrescido da inflação), ante 3,17% nesta manhã. Já os títulos com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam o IPCA mais 3,72% ao ano, levemente abaixo dos 3,73% anteriores.

Balanço do Tesouro em maio

O Tesouro fechou maio com resgate líquido de R$ 4,2 bilhões, resultado de vendas de R$ 5,86 bilhões e resgates de R$ 10,1 bilhões (dos quais R$ 8,1 bilhões referentes a vencimentos). No mês passado, venceram R$ 9 bilhões em recursos aplicados por meio do programa no título Tesouro IPCA+ 2019.

Os papéis mais demandados pelos investidores foram os indexados à inflação, cuja participação nas vendas atingiu 50,8%. O título indexado à Selic correspondeu a 36,5% do total e os prefixados, 12,7%. Vale lembrar que os papéis do tipo Tesouro IPCA+ acumulam as valorizações mais expressivas em 12 meses, com ganhos que superam os 60% no caso do papel com vencimento em 2045.

O estoque do Tesouro Direto alcançou um montante de R$ 55,5 bilhões em maio, queda de 6,3% em relação ao mês anterior, mas aumento de 15,4% sobre maio de 2018. Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, com 48,7%, seguidos pelo Tesouro Selic, com participação de 34%, e pelos prefixados, com 17,3%.

Em maio, o Tesouro ganhou 28.545 novos investidores ativos, elevando o total para 1.035.092, o que representa alta de 70% nos últimos doze meses.

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