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Tesouro Direto: título paga a inflação mais 3,36% ao ano nesta segunda-feira

Pela quarta semana seguida, o mercado elevou suas projeções para a inflação, segundo relatório do Banco Central

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“Shutterstock”

SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, operam sem movimento definido na tarde desta segunda-feira (2).

O relatório Focus divulgado pela manhã mostrou que as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano pela quarta semana seguida. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) subiu de 3,46% para 3,52%. Para 2020, a estimativa de inflação se mantém há cinco semanas em 3,60%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a expectativa é que a taxa básica permaneça nesse mesmo patamar.

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Repercutiu também a reclamação de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em relação à moeda brasileira. Ele afirmou pelo Twitter que “Brasil e Argentina estão permitindo ‘uma desvalorização maciça de suas moedas, o que não é bom para os nossos agricultores”, acrescentando que vai restaurar tarifas sobre aço e alumínio exportados para os EUA por conta disso.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente Jair Bolsonaro disse que “tem quase certeza” de que Trump voltará atrás na decisão. “Não vejo isso como retaliação, espero que Trump tenha entendimento e que não nos penalize. Tenho quase certeza de que ele vai nos atender”, disse.

No Tesouro Direto, o título atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com vencimento em 2024 pagava um prêmio anual de 2,43%, ante 2,41% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 58,07 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 2.903,98. Nos papéis com prazos em 2035 e 2045, a rentabilidade oferecida recuava levemente de 3,37% para 3,36% ao ano.

Já no título com rendimento prefixado e vencimento em 2022, a taxa subia de 3,35% para 3,38% ao ano.

Em novembro, diante do aumento das taxas de juros, os papéis encerraram o mês passado com perdas que chegam a quase 8%.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

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Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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