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Taxas de títulos indexados à inflação recuam com redução nas projeções para a Selic em 2021 e 2022

Relatório Focus, do BC, mostra queda na projeção de alta da Selic em 2021, de 4,50% para 4,25% ao ano, e em 2022, de 6,00% para 5,88% a.a.

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – Com novas reduções nas projeções para a Selic nos próximos dois anos pelo mercado financeiro, bem como com investidores atentos à reabertura da economia em alguns países europeus e estados americanos, as taxas dos títulos públicos indexados à inflação e negociados via Tesouro Direto apresentam queda na tarde desta segunda-feira (27).

O Tesouro IPCA+ 2045 oferecia um prêmio anual de 4,67% ao ano, ante 4,72% a.a. na tarde de sexta-feira (24). O retorno do mesmo papel com juros semestrais e vencimento em 2055, por sua vez, cedia de 4,79% para 4,73% ao ano.

Com relação aos títulos prefixados, as taxas apresentavam alta nesta tarde. O papel com prazo em 2023 pagava 5,73% ao ano, ante 5,53% a.a. no pregão anterior. Já o retorno do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 avançava de 8,43% para 8,72% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta segunda-feira (27):

Fonte: Tesouro Direto

Selic: projeções menores para 2021 e 2022

Com preocupações crescentes em relação aos impactos recessivos do coronavírus sobre a economia brasileira, o mercado financeiro tem aumentado as apostas de que os juros seguirão baixos por um período mais prolongado. Segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (27), as projeções para a taxa básica de juros foram reduzidas de 4,50% para 4,25% ao ano, em 2021, e de 6,00% para 5,88% ao ano, em 2022.

Para este ano, contudo, a projeção para a Selic foi mantida em 3,00% ao ano, o que implica um corte de 0,75 ponto percentual em relação ao patamar atual.

Com relação à mediana das projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, esta caiu pela 11ª vez consecutiva. Agora, os economistas veem uma contração da economia brasileira de 3,34% em 2020, ante expectativa anterior de retração de 2,96%. Em 2021, o mercado espera que a atividade cresça 3,00%, também abaixo da expectativa anterior, que indicava expansão de 3,10%.

Já para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi cortada pela sétima vez consecutiva, de 2,23% para 2,20%, em 2020, e mantida em 3,40%, em 2021.

Noticiário

Entre os principais destaques do dia, investidores monitoraram os novos estímulos monetários anunciados pelo Banco do Japão, como a compra de commercial papers e outros ativos no mercado, para minimizar os impactos do coronavírus sobre a economia japonesa.

Também animaram os mercados nesta segunda-feira notícias de reabertura gradual de alguns países europeus, como Itália e Grã Bretanha, bem como alguns estados americanos.

Enquanto nos Estados Unidos o governador de Nova York anunciou ontem a reabertura gradativa da economia – começando pela manufatura e pela construção –, na Itália, o primeiro-ministro Giuseppe Conte assinou um decreto para a “Fase 2” da reabertura, que valerá entre os dias 4 e 18 de maio.

No Brasil, a atenção esteve sobre a fala do presidente Jair Bolsonaro reforçando seu apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, dizendo que o chefe da pasta é quem comanda a economia. “Acabei mais uma reunião aqui tratando de economia. E o homem que decide a economia no Brasil é um só: chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá recomendações e o que nós realmente devemos seguir”, disse Bolsonaro na manhã desta segunda-feira, de acordo com o jornal O Globo.

O discurso aliviou o clima de tensão política que tomou conta dos mercados na sexta-feira, quando o ex-juiz Sergio Moro pediu demissão após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo e o site G1, Bolsonaro deve anunciar Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, como o novo ministro da Justiça, e Alexandre Ramagem, chefe da Associação Brasileira de Inteligência, como o novo diretor da Polícia Federal.

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