Novidades no Tesouro Direto

Taxa de custódia do Tesouro Direto será reduzida para 0,2% ao ano a partir de 1º janeiro de 2022

Para Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional, iniciativa deve atrair investidores que só podem fazer aplicações de valores pequenos

Real - Brazilian Currency. Money bills on a wooden table and a man holding a pen.
(Rmcarvalho/Getty Images)

SÃO PAULO – Em meio a um cenário de aumento de taxas de juros, os investidores vão ganhar um incentivo a mais para aplicar em títulos públicos. Isso porque, a partir de janeiro de 2022, a taxa de custódia vai passar de 0,25% para 0,2% ao ano.

A informação foi dada por Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional, durante a Semana Mundial do Investidor, evento organizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3, nesta quinta-feira (7).

Para Bittencourt, a iniciativa deve ajudar a trazer ainda mais investidores que só podem fazer aplicações de valores menores. De acordo com o secretário, em dezembro de 2020, por exemplo, cerca de 74% dos investimentos feitos pela plataforma tiveram um tíquete médio de até R$ 1 mil.

Atualmente, investidores que possuem um saldo de até R$ 10 mil aplicados nos títulos Tesouro Selic já possuem isenção da taxa de custódia.

O secretário destacou ainda que o potencial do Tesouro Direto é “muito grande”. Segundo ele, ainda que a plataforma tenha hoje cerca de 1,6 milhão de investidores com aplicações, é possível trazer cerca de 12 milhões de pessoas que possuem conta em banco, que fazem transações via internet banking e que foram “pré-cadastradas” pelas instituições financeiras para poder investir via Tesouro Direto.

Rentabilidade

Ao ser questionado sobre a rentabilidade negativa de alguns títulos nos últimos tempos e o impacto disso no comportamento dos investidores com resgates antecipados, Bittencourt disse que o investidor está cada vez mais “informado da possibilidade de oscilação do valor do investimento”.

A razão é que devido ao processo de marcação a mercado, os papéis em circulação desvalorizam quando os juros sobem – e foi exatamente isso que aconteceu recentemente.

No mês de setembro, por exemplo, a desvalorização dos títulos públicos atrelados à inflação de prazo mais longo foi digna de renda variável. O valor do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045 recuou 7,77% em setembro. A título de comparação, o Ibovespa – principal índice de ações da Bolsa brasileira – caiu 6,57% no mesmo período.

Já entre os papéis prefixados, o pior desempenho foi o do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais e vencimento em 2031, com um recuo de 4,04% em setembro. Ele foi seguido pelo Tesouro Prefixado com vencimento em 2026, cujo valor caiu 2,48% no período.

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