Ao vivo Petrobras: volatilidade das ações perto da mínima dá oportunidade para ganhar com balanço

Petrobras: volatilidade das ações perto da mínima dá oportunidade para ganhar com balanço

Aposta em dólar continua

SPX decide encerrar posição aplicada em juros, de olho em câmbio e em atual nível das taxas

Gestora de Rogério Xavier manteve a alocação direcional comprada em Bolsa, com destaque para empresas dos setores de utilities e consumo

SÃO PAULO – De olho no movimento cambial e nas taxas de retorno atuais, a SPX decidiu encerrar a posição aplicada em juros no Brasil. Já na cena externa, a gestora de Rogério Xavier segue em busca de países com espaço para corte de juros, em meio à expectativa de intensificação do processo de ajuste monetário. “Novos aumentos de taxação impostas pelo presidente Trump fortalecem a perspectiva de enfraquecimento global e de um ambiente bastante desinflacionário”, indicou a gestora em sua carta mensal, referente ao desempenho em agosto.

No mês passado, o fundo SPX Nimitz Feeder FIC FIM teve ganho de 1,51%, ante um CDI de 0,50%; em 2019, acumula retorno positivo de 7,44%, também bem acima do principal referencial das aplicações de renda fixa (e de grande parte dos fundos multimercados), com variação de 4,18%.

Embora tenha ficado praticamente no zero a zero com a alocação em ações e tenha tido leve perda em juros, a exposição a moedas puxou o desempenho do fundo em agosto. De forma bastante sucinta, a SPX indicou apenas que segue com posição comprada em dólar.

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Na parte de renda fixa brasileira, a casa destacou no texto que “as perspectivas seguem de uma atividade econômica fraca e inflação controlada, o que justificaria uma posição aplicada nos juros. Contudo, a dinâmica recente do câmbio mostra que há limites de até onde a taxa Selic poderá cair. Por este motivo e devido à atual precificação dos juros nos mercados, resolvemos encerrar a nossa posição aplicada”.

Ações

Enquanto a Verde Asset, de Luis Stuhlberger, voltou a ampliar a posição na Bolsa em agosto, a SPX ressaltou que manteve a alocação direcional comprada, com destaque para empresas dos setores de utilities e consumo.

Na parte internacional, a gestora disse estar com uma alocação de risco reduzida, com posição comprada no setor de energia europeu contra o americano e com a montagem de algumas posições relativas em países emergentes. “A exposição líquida da carteira encontra-se vendida.”

Ainda dentre as alocações da casa, no mercado de commodities, destaque para a posição comprada em ouro.

Desglobalização em curso

“Desglobalização em curso” é o nome da carta mensal da SPX. Nela, a gestora destacou a expressiva piora no cenário global, com a continuidade do enfraquecimento do nível de atividade econômica mundo afora, sem nenhum sinal iminente de estabilização do processo, além de uma deterioração relevante do ambiente político mundial e do aumento das incertezas em função de eventos como a guerra comercial, o Brexit, os protestos em Hong Kong e as eleições primárias na Argentina.

“O mundo está atravessando um período de ‘bear market político’, com o aumento dos focos de populismo em suas diversas modalidades e a consequente reversão do processo de globalização, que promoveu prosperidade ao longo das últimas décadas”, avalia a SPX.

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Para a gestora, ainda que os bancos centrais venham reagindo a esse cenário com cortes de juros e medidas não convencionais, “o afrouxamento monetário não parece, até agora, grande o suficiente para reverter o quadro de fragilidade da economia global”.

No Brasil, a SPX assinala que a alta do câmbio deve ser destacada, ainda que não a veja com grande surpresa, em consequência da piora nas perspectivas para a Argentina.

“As recentes revisões baixistas de crescimento adicionaram pressão sobre o componente fiscal, ao mesmo tempo em que estamos novamente em um ciclo de queda de juros, reduzindo a atratividade da moeda brasileira. A falta de consenso nas pautas da reforma tributária e de protagonismo do poder executivo nos deixa com a impressão de que essa será uma discussão longa, ainda que muito promissora. Por hora, acreditamos que os ativos brasileiros devem seguir o caminho trilhado no resto do mundo.”

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