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Poupança é sintoma de uma carteira de investimentos doente; conheça as vacinas

Como um vírus, caderneta de poupança afeta a rentabilidade do portfólio e atrapalha seus ganhos ao longo dos anos 

Vacina
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Se você marcar uma consulta com um infectologista reclamando de febre alta ele vai pedir exames e fazer perguntas para identificar a origem do problema.

No mercado financeiro, o processo de reconhecimento de uma carteira de investimentos doente não é muito diferente disso.

Imagine que você percebe que o rendimento das suas aplicações está muito aquém do que deveria e procura um especialista para ajudá-lo. Ele vai fazer algumas perguntas e avaliar seu portfólio para descobrir o “vírus” que está atacando seu rendimento.

No Brasil, existe um buraco gigantesco que faz escoar bilhões de reais do bolso das pessoas todo ano: a caderneta de poupança. Uma matéria do InfoMoney mostrou que se todo dinheiro que está na poupança fosse investido em CDBs ou no Tesouro Selic, pelo menos R$ 5 bilhões iriam para as mãos da população anualmente.

Isso quer dizer que boa parte dos brasileiros mantém um vírus nocivo no meio das suas aplicações financeiras. Esse intruso afeta a rentabilidade de maneira devastadora, principalmente daqueles que o alimentam com mais e mais recursos regularmente.

Metáforas à parte, vamos nos concentrar nos números – afinal, eles nunca mentem. Quem tinha R$ 300 mil há 10 anos e colocou apenas 30% na caderneta de poupança deixou de ganhar pelo menos R$ 25 mil ao longo deste período. (Considerando a mesma aplicação em um CDB que paga 100% do CDI)

Esse dinheiro seria suficiente para viajar com sua família para a Europa por 30 dias. Ou então fazer um MBA em uma instituição de primeira linha.

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Você percebe como o vírus da poupança atrapalha a sua prosperidade ao longo do tempo? Quem seguiu esse exemplo simplesmente entregou de mão beijada a viagem dos sonhos ou a pós-graduação que poderia alavancar a carreira, para o banco – que é o único que realmente ganha com as aplicações na caderneta de poupança.

Vírus silencioso

Um vírus que se instala no organismo e não faz muito alarde pode ser pior do que aquele que mostra as garras logo de cara. Isso porque o vírus oculto fica durante anos e anos minando a saúde do seu hospedeiro – que em muitos casos só percebe que algo está errado quando já é tarde demais.

Uma aplicação ruim pode atuar da mesma maneira com as suas finanças. O investidor pensa que está fazendo a coisa certa e aumentando seu poder de compra ao longo do tempo, quando na verdade está deixando boa parte do seu patrimônio ser corroído.

“É muito comum as situações em que o cliente não acompanha os próprios investimentos e deixa o dinheiro na poupança. Basicamente, esta pessoa está deixando de ganhar muito dinheiro por não prestar atenção na sua carteira”, afirma Eduardo Cubas Pereira, sócio-diretor da Manchester Investimentos, que possui as certificações CFA e CFP®.

O assessor de investimentos Alkeos Saroglou, da Alta Vista Investimentos, não tem dúvidas de que as pessoas que mantém dinheiro na poupança estão cometendo um erro.

“Ainda existe um alto volume de recursos na caderneta porque a maior parte da população investe pelos grandes bancos. Essas pessoas não têm acesso a bons produtos”, afirma.

A melhor parte dessa história é que esse vírus pode ser combatido com duas vacinas muito eficazes: educação financeira e assessoria especializada.

 “Com um pouco de boa vontade é possível adequar a carteira de investimentos aos seus objetivos. Em um portfólio eficiente não há lugar para poupança”, conclui Saroglou.

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