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Além da rentabilidade, investidor tem outros 5 bons motivos fugir dos grandes bancos

Poucas opções oferecidas, conflito de interesses e falta de assessoria especializada são alguns dos motivos para você repensar seus investimentos nos bancos   

Dinheiro
(Filipe Frazao)

SÃO PAULO – Ainda que os gerentes de bancos soem convincentes ao sugerirem investimentos, principalmente para quem ainda não teve o primeiro contato com aplicações financeiras, pode ter certeza de que alocar seu capital por meio das maiores instituições bancárias não é a melhor maneira de multiplicá-lo. Na grande maioria das vezes, as aplicações oferecidas pelos bancos pagam uma rentabilidade muito abaixo do que o investidor poderia obter em outras instituições independentes, como as corretoras de valores.

Uma reportagem do InfoMoney publicada nesta segunda-feira (5) mostrou que bancos como o Bradesco, Itaú, Caixa, Santander e Banco do Brasil oferecem CDBs que pagam muito menos do que os disponíveis para os clientes em plataformas das corretoras. Enquanto em bancos esses CDBs podem pagar 73,5% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário),  na plataforma das corretoras é possível encontrar títulos que pagam 119% do CDI. 

E o CDB é apenas um exemplo. Diversos outros produtos de renda fixa podem ser encontrados pagando taxas bem superiores fora dos grandes bancos. Isso sem contar os fundos de investimentos, que costumam ser bem mais rentáveis nas gestoras de recursos independentes - que também ficam disponíveis nas plataformas  das corretoras de valores. 

A rentabilidade é sem dúvida um dos principais fatores que devem ser levados em consideração para quem vai investir. Mas é preciso avaliar outros pontos. Pensando nisso, o InfoMoney conversou com assessores de investimentos que listaram outros 5 bons motivos para você migrar suas aplicações para uma corretora independente.

Poucas opções oferecidas
Um dos motivos é a baixa diversidade de produtos oferecidos pelos bancos grandes. Segundo Bruno Ponciano, sócio fundador e assessor de investimentos da Aequilibrium Investimentos, isso prende o investidor a opções que nem sempre são as melhores e que não estão alinhadas a suas necessidades e objetivos. "O cliente não encontra boas alternativas dentro dos bancos”, diz Ponciano. Com isso, ele precisa se contentar com os produtos disponíveis, que muitas vezes pagam pouco retorno e possuem taxas altas. 

Renan Ferreira, da Manhattan Investimentos, complementa que é difícil encontrar produtos como COEs, CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliário), Debêntures (títulos de dívidas de empresas privadas), e outras modalidades de investimentos nos grandes bancos. Isso sem contar que em quase 100% dos casos, os bancos distribuem apenas os fundos de investimento da sua própria gestora, que normalmente não são os que têm o melhor rendimento. “Normalmente o que é oferecido nas agências são planos de previdência ou no máximo um fundo DI ou de Renda Fixa”, disse. Nas plataformas de corretoras independentes, é possível encontrar opções que construam uma carteira alinhada às necessidades do cliente, com mais diversificação. 

Conflito de interesses
Segundo Renan, os grandes bancos criam um conflito entre os produtos oferecidos e a rentabilidade oferecida ao cliente. “Nos bancos, eles têm meta para bater. Na maioria das vezes só eles distribuem aplicações próprias que não têm a melhor rentabilidade, e o cliente sai perdendo”, disse.

Um exemplo claro disso são alguns fundos DI e de curto prazo que são oferecidos pelos gerentes das maiores instições financeiras do país. Com taxas de administração que variam de 3,5% até 5,5% ao ano, esses fundos ganham mais dinheiro do que os próprios investidores só com as taxas cobradas. E pagam menos retorno do que a caderneta de poupança. Para os bancos, é um excelente negócio e os gerentes têm todo interesse que mais pessoas apliquem. Para o investidor, no entanto, não poderia ser pior.

Outro problema de ter somente as aplicações de uma única instituição é e falta de diversificação que carteira terá do ponto de vista de risco de crédito, já que ele será concentrado em somente um emissor.

Falta de assessoria especializada
Nos bancos, os responsáveis por sugerir investimentos ao cliente são os gerentes, que na maioria das vezes não são especialistas em investimentos. Ao optar por corretoras independentes, o investidor passa a ter, segundo Marina, “assessoria personalizada com foco total no cliente”, já que o objetivo do assessor de investimento é justamente fazer com que seu cliente consiga uma rentabilidade mais elevada com as aplicações.

Taxas e custos altos
Os fundos de investimento oferecidos pelos bancos têm taxas de administração muito altas. “Um plano de previdência em um grande banco tem taxa de administração de 3% e não tem gestão diferenciada. Existe uma ganância do banco por trás disso”, afirma.

Além dos fundos de previdência, ainda tem os já citados fundos DI e curto prazo, que cobram taxas de mais de 3,5% ao ano e rendem menos que a caderneta de poupança. Como base de comparação, em corretoras de valores é possível encontrar fundos deste mesmo tipo que cobram taxa de administração de 0,5% ao ano. Em uma conta bem simples, quem aplica R$ 100 mil em um fundo DI com taxa de 3,5% ao ano paga R$ 3.500 de taxa, enquanto o investidor que opta pelo fundo com taxa de 0,5% ao ano paga R$ 500 por ano. 

A segurança e a garantia do FGC

Investir em uma grande corretora de valores é bastante seguro. Mas em primeiro lugar, é preciso lembrar que ao aplicar em títulos de renda fixa, o risco de crédito não é da corretora, e sim do emissor do título. Por exemplo: se você investe em um CDB do banco X por meio da corretora Y, o seu risco de crédito é o banco emissor deste CDB (o banco X) falir e não pagar seu investimento. No entanto, existe uma garantia muito importante para os investidores que dá tranquilidade para que essas aplicações sejam feitas sem dor de cabeça.

O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) garante aplicações de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira, até o teto máximo global de R$ 1 milhão. Isso quer dizer que se você tiver até R$ 1 milhão investidos em produtos cobertos pelo FGC, divididos em pelo menos 4 instituições diferentes (no máximo R$ 250 mil em cada uma) e se todas as 4 falirem, você tem a garantia de receber todo seu dinheiro de volta. 

As aplicações garantidas pelo fundo são: CDB, LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e Letra de Câmbio, além da própria caderneta de poupança. Com isso, o investidor pode aplicar nestes produtos emitidos por bancos menores, que pagam um rendimento bem mais elevado, sem se preocupar em ficar sem seu dinheiro em caso do banco quebrar.

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