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Aposentadoria ou segunda carreira? Decisão quanto ao futuro está em suas mãos

Sonho de pendurar as chuteiras se torna cada vez mais distante entre executivos; diante disso, é preciso planejar!

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SÃO PAULO - Quem já passou dos 45 anos geralmente enfrenta um dilema: embora esteja no auge da carreira, sente que é hora de pensar bem no futuro.

Para os que acham que apenas a prática de ter um plano de previdência é sucesso garantido, um alerta: é fato que as pessoas estão vivendo mais. Então, se você imagina "pendurar suas chuteiras" por volta dos 60 anos, saiba que, muito possivelmente, terá mais quinze, vinte anos de "sombra e água fresca". A pergunta é: vai conseguir se manter durante este tempo todo?

Para cada um, uma realidade
Se a sua condição é tranqüila e você está certo de que suas reservas financeiras cobrirão esses anos de merecido descanso, ótimo... Mas, infelizmente, trata-se de um caso raro.

Afinal, é natural que pretenda manter o padrão de vida atual, e isso não é fácil. Isso sem mencionar o fato de que muitas pessoas não conseguem se sentir realizadas e produtivas em casa, após anos e anos de trabalho dinâmico, levando então as esposas à loucura no "lar, doce lar".

Sendo assim, que tal pensar melhor nos seus planos? A psicóloga Ana Fraiman, idealizadora de um novo modelo de PPA (Programa de Preparação para a Aposentadoria e Pós Carreira), destaca as principais etapas vivenciadas neste período.

Atenção à renda
Ana Fraiman destaca que o planejamento deve considerar que, apesar de eventual baixa na renda, o aposentado deve ter um acréscimo na qualidade de vida.

Para isso, a psicóloga alerta, em entrevista à Revista "Fundos de Pensão", da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar): o aumento acelerado da expectativa de vida é um fato e redobrar a prevenção pode ser uma atitude adequada.

A psicóloga se refere à idéia do aposentado avaliar a possibilidade de ingressar em uma nova previdência complementar. "Uma coisa é imaginar o que fazer com o dinheiro da aposentadoria até os 70 anos; outra, é imaginar que você pode estar vivo aos 95 anos!", esclarece.

Contatos fora do trabalho
Para Ana Fraiman, a segunda atitude é procurar novos relacionamentos fora do trabalho. A psicóloga define como "net living" o círculo de pessoas com quem o aposentado se relacionará vida afora e não mais no trabalho (network).

A profissional alerta que o isolamento social, os ajustes no orçamento, a escolha de novas atividades, as mudanças em casa e no relacionamento com a família podem levar o aposentado à depressão (principalmente os homens).

Planeje sua segunda carreira
Ana Fraiman destaque que, embora o perfil atual dos aposentados seja o de profissionais bem preparados, não acaba sendo fácil conquistar uma nova colocação no mercado. Por conta disso, muitos optam pela trajetória do trabalho autônomo.

O ideal é que o profissional se prepare para isso. "Ao abrir sua própria empresa, ele estará sozinho e, mesmo que seja o melhor em finanças, isso não será suficiente", esclarece.

O executivo deverá entender um pouco de marketing, de vendas, de administração, de divulgação etc. A psicóloga esclarece que, justamente por isso, o PPA deve ser fazer parte de uma política de recursos humanos, visando preparar este profissional para o futuro. "O PPA não deve ser uma iniciativa pontual, aplicada às vésperas da aposentadoria", argumenta.

 

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