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Brasileiros perderam R$ 1,4 bilhão na poupança em apenas 1 mês; entenda

Estoque total dos recursos aplicados na poupança chegou a R$ 735,433 bilhões no mês passado, segundo dados do Banco Central

desperdício de dinheiro - poupança
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Todo mundo - ou quase - já perdeu algum dinheiro ao deixar cair do bolso sem querer ou mesmo se deparou com uma nota esquecida no bolso do casaco que acabou sendo lavada e torcida na máquina. E se em vez de uma nota de R$ 5 ou R$ 10, o valor total perdido fosse de R$ 1,397 bilhão? Desesperador? Saiba que os brasileiros "jogaram no lixo" essa quantia apenas no mês de abril. E talvez você seja um deles.

Isto porque o estoque total dos recursos aplicados na poupança chegou a R$ 735,433 bilhões no mês passado, segundo dados do Banco Central. Se levado em consideração que a rentabilidade da poupança foi de 0,40% em março, esse valor que ficou parado por um mês equivale a um rendimento de R$ 2,942 bilhões. Parece muito para apenas um mês, mas não é.

Se o mesmo valor estivesse em um CDB de 100% do CDI, que foi de 0,49% em abril, ao fim de um mês o rendimento total seria de R$ 3,604 bilhões. Com CDBs que pagam 120% do CDI, o retorno do estoque parado na poupança no mês passado alcançaria R$ 4,339 bilhões em um mês. 

É uma diferença de R$ 1,397 bilhão em uma aplicação igualmente conservadora e segura, já que os CDBs também são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Veja os detalhes:

Aplicação Rentabilidade ao mês* Ganhos em 1 mês* Resultado do estoque de R$ 731,408 bilhões da poupança se investido
Poupança 0,40% R$ 2,942 bilhões R$ 738,375 bilhões
CDB de 100% do CDI 0,49% R$ 3,604 bilhões R$ 739,037 bilhões
CDB de 120% do CDI 0,59% R$ 4,339 bilhões R$ 739,772 bilhões

*Rentabilidade em abril

A garantia do FGC permite que o investidor busque aplicações que pagam um rendimento muito maior sem precisar se preocupar tanto com a questão do risco de crédito e, em último caso, quebrar, o FGC garante o pagamento aplicações de até R$ 250 mil por instituição e por CPF - até o teto máximo global de R$ 1 milhão pelo período de quatro anos. 

Ganhos achatados
Com o mais recente corte na taxa básica de juros, que passou de 6,75% para 6,50% ao ano, os ganhos de todas as aplicações em renda fixa ficam naturalmente menores com a Selic mais baixa, mas - como sempre - a poupança sai perdendo em todas as comparações.

Para se ter ideia, em uma aplicação financeira no valor de R$ 100 mil pelo prazo de 24 meses, a poupança teria acumulado o valor aplicado de R$ 110.365,11, ou 5,05% ao ano. Do outro lado, outros investimentos conservadores em renda fixa, como o CDB e o Tesouro Direto, são capazes de proporcionar ganhos maiores no mesmo período em comparação com as tradicionais cadernetas - já descontando os impostos.

O Tesouro Selic, por exemplo, mesmo atrelado diretamente a taxa básica de juros, alcança R$ 112.108,23 no resultado durante o mesmo período e já descontado o imposto de renda. Entre os ativos conservadores de renda fixa quem se sai ainda melhor é o CDB de 120%, que tem rentabilidade de 7,55% e alcança R$ 115.652,26 ao fim de dois anos, já descontado o imposto de renda.

Veja simulação de investimentos:

Aplicação de R$ 100 mil por 24 meses Resultado livre de impostos* Rentabilidade líquida (livre de impostos)
Poupança R$ 110.365,11 5,05% ao ano
CDB de 120% R$ 115.652,26 7,55% ao ano
CDB de 110% R$ 114.241,56 6,89% ao ano
Tesouro Selic R$ 112.108,23 5,88% ao ano

*Projeção feita no Simulador do Tesouro Direto que inclui desconto de 15% de imposto de renda para Tesouro Direto e CDBs 

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