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Novo recorde histórico da poupança é falta de educação financeira, diz especialista

Somente em dezembro, a aplicação pouco rentável captou 11,202 bilhões, enquanto no ano as entradas foram de 71,048 bilhões, o que representa os maiores dados da séria histórica, que começou em 1995

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(ThinkStock)

SÃO PAULO – A captação líquida da poupança bateu recorde novamente no mês passado e no ano de 2013. Somente em dezembro, a aplicação pouco rentável captou 11,202 bilhões, enquanto no ano as entradas foram de 71,048 bilhões, o que representa os maiores dados da séria histórica, que começou em 1995.

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No entanto, ao mesmo tempo, a rentabilidade do investimento perdeu para o dólar, para o CDB e até para o CDI, sem falar que, descontando a inflação (poder de compra), de 5,77% nos últimos 12 meses (dados de novembro), a poupança não rendeu nada, visto que a rentabilidade dela em 2013 foi de 5,85%.

Mas, afinal, se a rentabilidade da poupança é tão aquém quando comparada a outros tipos de investimento, por que os dados de captação batem recordes atrás de recordes? De acordo com Elisson de Andrade, educador financeiro, isso ocorre por conta da falta de educação financeira. “Falta informação para as pessoas poderem acessar outros produtos financeiros. As pessoas tem medo do desconhecido, ou seja, elas não vão tirar o dinheiro da conta e colocar numa corretora para aplicar em algo que elas não entendem como funciona”, explicou.

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Segundo o especialista, o Tesouro Direito, por exemplo, apesar de ser mais rentável, exige certo nível de conhecimento, afinal, a pessoa tem que ingressar em uma corretora, escolher entre pós-fixado e pré-fixado, escolher o titulo e depois o vencimento. “Ou seja, não é um dos instrumentos mais fáceis, tem a tributação e é preciso de um horizonte de dois anos de aplicação. A rentabilidade com certeza é melhor, mas temos ainda muita falta de educação financeira para as pessoas poderem acessar esses outros tipos de investimento. Com a poupança, a pessoa tem a facilidade de por e tirar quando quiser”, afirmou.

“Ter dinheiro na poupança não é um absurdo, mas pode ser interessante apenas dentro de uma estratégia muito bem definida. Tem que ser aplicado neste tipo de investimento apenas uma pequena parcela de suas reservas para suprir uma eventual emergência. O restante tem que estar aplicado em investimentos mais rentáveis, mas, para isso, antes é preciso buscar educação financeira”, finalizou.

 

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