selic em 6,5% ao ano

“O capital vai ter que deixar de ser preguiçoso”, diz Henrique Bredda sobre juro baixo

Quem atua no mercado financeiro lembra que o Brasil começa a ter uma taxa mais compatível com os países desenvolvidos e que a festa do juro alto para o investidor está deixando existir.

SÃO PAULO – O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 6,5% ao ano na reunião de quarta-feira (5), em linha com a expectativa do mercado. Com isso, a Selic acumula 11 meses em seu menor nível histórico – o último corte aconteceu no dia 21 de março do ano passado.

Quem atua no mercado financeiro lembra que o Brasil começa a ter uma taxa mais compatível com os países desenvolvidos e que a festa do juro alto para o investidor está deixando existir.

O capital vai ter que deixar de ser preguiçoso, como em qualquer outro lugar do mundo, e migrar pro risco se quiser crescer. No CDI não vai rolar mais, como tem sido desde o início do Plano Real”, disse no Twitter o gestor de ações Henrique Bredda, que comanda o fundo Alaska Black.

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Bredda é considerado um dos principais gestores de ações do país e, ao lado de Ney Myiamoto (co-gestor do fundo) entregou resultados invejáveis nos últimos anos. Para se ter ideia, o fundo rendeu 129% em 2016, 74% em 2017 e 30% em 2018 – tanto que foi eleito o melhor fundo de ações do país na primeira edição do Ranking InfoMoney-Ibmec. Quer ouvir a estratégia de Bredda e outros grandes gestores? Se inscreva agora e participe do evento.

Claro que a ideia não é que ninguém saia do CDI aplicando direto em ações ou em fundos com alta volatilidade . O que especialistas em finanças vêm falando há algum tempo é que o investidor precisa começar a buscar mais informações sobre as aplicações financeiras, entender seus riscos e passar a diversificar o portfólio.

“Aplicações de renda fixa pós-fixadas hoje pagam menos de 0,5% ao mês. O investidor que quiser mais do que isso vai precisar sair da sua zona de conforto”, diz Leandro Santiago,  assessor de Investimentos da Habitus Investimentos.

Opções para os investidores não faltam. Para quem tem um perfil moderado, por exemplo, começar a olhar para bons fundos multimercados pode ser uma boa alternativa ao CDI. Muitos fundos dessa categoria entregam mais de 130% do CDI por um longo período e com consistência, por exemplo.

Para quem não vê problemas nos altos e baixos do mercado no curto prazo, avaliar a aplicação em fundos de ações também pode fazer sentido. É o que acredita Gustavo Pires, head de fundos da XP investimentos.

Segundo ele, 2019 pode ser um bom ano para esta classe de fundos. No entanto, o investidor precisa ter um perfil mais agressivo. “Estes fundos podem ser interessantes para quem tem o perfil que aceite mais risco”, disse em entrevista ao canal Yubb.

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