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Taxas de títulos públicos do Tesouro Direto recuam na abertura do dia

Mercado acompanha a votação da Medida Provisória 870 na Câmara dos Deputados

Dinheiro
(Andrzej Rostek)

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na abertura do pregão desta quarta-feira (22).

No noticiário doméstico, o mercado acompanha a votação da Medida Provisória 870, que reduziu o número de ministérios de 29 para 22, na Câmara dos Deputados.

Já no exterior, todas as atenções se voltam hoje para a publicação da ata da reunião de política monetária do Fed, o banco central central americano. A expectativa é de que a instituição forneça informações sobre a reunião de 1º de maio, quando os formuladores de políticas deixaram as taxas de juros inalteradas e sinalizaram pouco apetite para ajustá-las no curto prazo.

No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2025 pagava prêmio anual de 8,56% ao ano, ante 8,72% a.a. na terça. Já o papel com vencimento em 2022 oferecia retorno de 7,49% ao ano, ante 7,63% a.a. ontem.

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o investimento até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

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A queda também pode ser encontrada nos títulos indexados ao IPCA. O papel com vencimento em 2024, por exemplo, oferecia retorno de 3,97% ao ano (acrescido da inflação), ante 4,03% a.a. na véspera. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 52,67 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.633,96.

Os papéis com vencimento em 2035 e 2045 pagavam a inflação mais uma taxa de 4,24% ao ano, ante 4,29% a.a. ontem.

Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quarta-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 3,97% R$ 52,67 R$ 2.633,96
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 4,24% R$ 33,31 R$ 1.665,62
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 4,24% R$ 33,02 R$ 1.100,86
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 4,00% R$ 36,72 R$ 3.672,04
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 4,18% R$ 39,01 R$ 3.901,26
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 4,30% R$ 42,05 R$ 4.205,95
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 7,49% R$ 33,12 R$ 828,12
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 8,56% R$ 31,55 R$ 631,15
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 8,76% R$ 33,47 R$ 1.115,93
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 0,02% R$ 101,10 R$ 10.110,07

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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