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Taxas de títulos do Tesouro Direto recuam com melhora de humor sobre a Previdência

Mercado se animou com articulação política em prol da reforma da Previdência e após Trump declarar que pode estar perto de firmar um acordo com China

Dinheiro
(Shutterstock)

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam queda na tarde desta quarta-feira (8).

O movimento refletia um maior otimismo dos investidores com a articulação política em prol da reforma da Previdência. Além da parte política, o mercado acompanhou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que optou pela manutenção da Selic em 6,5% ao ano  ainda no menor patamar histórico.

No exterior, as bolsas ainda se recuperaram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a China está próxima de firmar um acordo com os EUA para acabar com a guerra comercial.

No Tesouro Direto, a maior queda nas taxas foi encontrada nos títulos prefixados mais longos, como o com vencimento em 2025 (antiga LTN), que oferecia retorno de 8,59% ao ano, ante 8,63% a.a. na abertura do dia. O investidor pode investir uma quantia mínima de R$ 31,40 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 628,12.

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o investimento até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

Os papéis indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por sua vez, estavam de lado. Os títulos com vencimento em 2035 e 2045, por exemplo, pagavam taxa de 4,37% ao ano (acrescida da inflação), a mesma apresentada mais cedo.

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Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quarta-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 4,04% R$ 52,33 R$ 2.616,50
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 4,37% R$ 32,55 R$ 1.627,56
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 4,37% R$ 31,87 R$ 1.062,42
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 4,06% R$ 36,47 R$ 3.647,91
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 4,28% R$ 39,42 R$ 3.942,94
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 4,39% R$ 41,34 R$ 4.134,16
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 7,64% R$ 32,90 R$ 822,70
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 8,59% R$ 31,40 R$ 628,12
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 8,77% R$ 33,34 R$ 1.111,57
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 0,02% R$ 100,85 R$ 10.085,13

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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