Microcaps: investir em ações com baixíssima liquidez vale a pena?

Em geral, as Microcaps tem em comum um valor de mercado muito baixo (média de R$ 300 milhões) e o volume médio negociado em bolsa de aproximadamente R$ 1 milhão, explica o planejador financeiro Gustavo Tapajós

Equipe InfoMoney

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 Texto de Gustavo Nobre Tapajós, planejador financeiro pessoal com certificação CFP®(Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros. Gustavo é agente autônomo de investimentos na Ação Investimentos.

A grande maioria dos investidores que iniciam no mercado de renda variável tem como prioridade o investimento em companhias já conhecidas, como Petrobrás e Vale do Rio Doce, cujo valor de mercado ultrapassa centenas de bilhões de reais e são conhecidas como “Large Caps”, empresas com bastante liquidez. Provavelmente, a grande maioria nunca ouviu falar de companhias como Grazziotin (CGRA4), empresa de varejo líder de mercado no Sul do país ou a metalúrgica METISA (MTSA4), que atua em diversas áreas, como peças para tratores. Essas empresas se encaixam no perfil Microcaps, um degrau abaixo das Small Caps.

Em geral, as Microcaps tem em comum um valor de mercado muito baixo (média de R$ 300 milhões) e o volume médio negociado em bolsa de aproximadamente R$ 1 milhão, algumas ainda ficam bem abaixo desse volume, tendo empresas com negociação diária de apenas R$ 50 mil.

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Podemos elencar algumas vantagens e desvantagens de investir nessas empresas, porém, uma coisa você deve esperar ao fazer esse investimento, a paciência e a tranquilidade tem que estar em dia, pois a maturação de uma empresa nesse nicho leva tempo e pode demorar muito para o mercado perceber que a empresa tem potencial e o papel venha a se valorizar. Não devemos confundir paciência com erro, temos que admitir quando erramos em alguma escolha e não passar vários anos esperando que a empresa decole, a venda deve ser levada em conta.

A grande vantagem das Microcaps é, sem dúvida, o grande potencial de valorização que elas podem carregar. Essas empresas normalmente ficam esquecidas no mercado e alguns eventos, como fechamento de capital ou compra por parte de algum grande “player” do setor, podem levar a grandes ganhos. Além disso, as microcaps ainda continuam com prêmio em relação às Blue Chips, como o estudo dessas empresas de pequeno porte por parte dos analistas é bastante deficitária, muitas delas estão esquecidas apesar de já apresentarem resultados atraentes e boas perspectivas de crescimento.

Já no campo das desvantagens, a baixa liquidez é o grande entrave. Como muitas dessas empresas não são estudadas pelos analistas, a falta de parâmetro para as mesmas faz com que os investidores se afastem dos papéis e a saída da posição comprada seja muito difícil, mesmo quando acontece algum evento catalisador para o papel, a falta de compradores se dá de forma muito rápida e algumas vezes a demora na venda pode trazer prejuízos.

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Portanto, ao investir nas chamadas Microcaps buscando altos retornos, você deve ter muito cuidado e estar ciente da grande volatilidade desses ativos e de uma possível dificuldade quando quiser se desfazer do papel.

Bons negócios!

O texto reflete as opiniões do autor. O Infomoney não se responsabiliza pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.

 Gostou das explicações? Tem mais dúvidas sobre investimentos e planejamento financeiro? Mande um e-mail para o Gustavo: gtapajos@acaoi.com.br