Segundo informações do "Poder 360"

Fundos imobiliários: expectativa de manutenção de isenção tributária sobre dividendos faz Ifix ter alta de 1,3% nesta 2ª feira

Proposta apresentada pelo governo na reforma tributária prevê o fim do benefício; mercado repercute possibilidade de revogação da proposição

SÃO PAULO – Investidores de fundos imobiliários respiraram um pouco mais aliviados nesta segunda-feira, após notícia publicada no portal “Poder 360” indicando que a categoria seguirá com a isenção fiscal relativa aos dividendos distribuídos aos investidores.

Na proposta da reforma tributária apresentada pelo governo no fim do mês passado, um dos pontos que mais chamou a atenção do mercado foi justamente o fim do benefício em fundos imobiliários, reduto dos investidores pessoas físicas em busca do pagamento de uma renda periódica, que, pelo texto original, passaria a ser tributada em 15%.

De acordo com o que foi noticiado pelo “Poder 360”, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Arthur Lira, já estariam de acordo com a mudança na proposta original.

Na esteira da notícia, ainda sem confirmação oficial, o Ifix, índice que acompanha o desempenho dos principais fundos imobiliários com cotas negociadas na B3, fechou nesta segunda-feira em alta de 1,3%, aos 2.792 pontos, na máxima do dia.

O benchmark oscilava próximo da estabilidade no início da sessão, e passou a subir durante a tarde, após a divulgação da notícia. Confira a seguir o registro do momento em que o índice engatou o movimento de alta.

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Fonte: B3

Entre os fundos imobiliários que compõem o índice que registraram as maiores altas do dia, destaque para o Mérito Desenvolvimento Imobiliário I FII (MFII11) e para o RBR Properties FII (RBRP11), com valorizações acima dos 4%, e para o Kinea Rendimentos Imobiliários FII (KNCR11), com ganhos que superaram os 3%.

Pelas estimativas da Receita Federal, a introdução da tributação dos Fundos Imobiliários (FIIs) traria um incremento de arrecadação de R$ 2,7 bilhões em três anos, o que poderia ser visto como um ponto a favor da manutenção da isenção, pelo baixo valor arrecado, em termos relativos.

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Entre os gestores e especialistas que acompanham esse nicho de mercado consultados pelo InfoMoney, não há ainda uma confirmação a respeito da informação.

Procurada, a assessoria do deputado Celso Sabino, relator da reforma tributária, não confirmou as informações, mas disse que deverá apresentar um relatório preliminar na tarde desta terça-feiran em encontro com líderes partidários.

Em postagem no Twitter no início da tarde, sem menção aos fundos imobiliários, o presidente da Câmara declarou que o relator “estuda reduzir em R$ 50 bilhões a carga tributária sobre a renda do capital produtivo e dos trabalhadores”.

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Embora tenha causado algum estresse maior assim que a intenção de tributação dos fundos imobiliários foi divulgada, a apreensão do mercado não durou muito tempo, justamente pela leitura de que algumas das medidas propostas dificilmente seguiriam adiante.

A estratégia do governo, na leitura do mercado, foi a de apresentar um texto já com algum tipo de gordura que possa ser queimada durante as negociações com o Congresso.

Desde seu anúncio, no último dia 25, até o fechamento desta segunda-feira, o Ifix acumula alta de 2,6%. No ano, contudo, o benchmark dos fundos imobiliários ainda tem perdas de 2,5%.

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