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Gestores já avaliam economia de R$ 500 bilhões com reforma da Previdência como positiva

Pesquisa do BofA Merrill Lynch revelou piora de sentimento com relação ao Brasil de março para abril

previdência social
(JB Azevedo/Previdência Social)

SÃO PAULO  Pesquisa do BofA Merrill Lynch com gestores de recursos revelou uma piora de sentimento com relação ao Brasil de março para abril. Não só os entrevistados indicaram expectativas mais baixas com a reforma previdenciária, como demonstraram maior preocupação com o ritmo da economia doméstica. Houve ainda uma redução das perspectivas para a bolsa brasileira no curto prazo, embora a projeção para o Ibovespa em si no fim do ano tenha seguido inalterada.

De acordo com a sondagem, a maioria dos gestores (59%, ante os 32% do mês passado) vê agora uma economia de R$ 500 bilhões com a reforma da Previdência como algo positivo. Até março, o valor de maior consenso correspondia a R$ 700 bilhões, também bem abaixo do trilhão defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Há ainda mais pessimismo com relação à data final de consolidação da reforma pelo Congresso, embora todos confiem em sua aprovação. A maioria (71%) ainda espera que a aprovação final ocorra no segundo semestre – a primeira metade do ano foi descartada por todos os participantes , mas o percentual dos que projetam o desfecho para 2020 ou para além cresceu de 16% para 24%.

O sentimento do brasileiro se deteriorou de maneira geral, na margem. Além da necessidade da reforma, uma fatia de 44% dos investidores quer ver sinais de crescimento econômico para se tornar mais otimista com relação ao Brasil, o dobro dos 22% de março. Um total de 21% quer ver progresso em outras reformas, como o projeto de independência do Banco Central, enquanto 21% acreditam que a aprovação da reforma previdenciária seja suficiente.

Bolsa

Mesmo com o abalo que o ambiente político provocou no mercado, as expectativas para o referencial da bolsa brasileira seguiram intactas, com metade dos entrevistados relatando esperar o Ibovespa acima dos 110 mil pontos no fim do ano, o que representaria uma alta de 16,6% em relação ao fechamento de ontem.

De toda forma, só 60% acreditam que o mercado de ações terá um desempenho acima da média ao longo dos próximos seis meses, o nível mais baixo desde agosto de 2018.

Uma parcela de 38% dos investidores planeja aumentar sua alocação em ações nos próximos seis meses, número estável desde o mês passado e praticamente em linha com a média de 40% registrada após as eleições brasileiras. O setor de consumo discricionário tem sido apontado com o maior percentual de exposição “overweight” (acima da média do mercado) desde dezembro.

Mais otimistas em relação ao mercado de dívida corporativa brasileira, mais gestores (60% para 80%) preveem Selic estável ou em baixa neste ano, em meio ao desaquecimento da economia. Só 18% esperam que a Selic suba. E um percentual menor dos entrevistados (15%, ante os 35% de março) prevê o dólar cotado abaixo de R$ 3,60 no fim do ano.

Maiores riscos

Os principais riscos para os mercados latino-americanos são a desaceleração da economia chinesa e da demanda de commodities, escolhidas por 35% dos participantes da pesquisa, seguidas pela preocupação com uma apreciação do dólar, citada por 24% dos participantes.

O levantamento do BofA foi elaborado entre os dias 5 e 11 de abril com 122 gestores com patrimônio somado de US$ 282 bilhões em ativos.

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