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“Evitamos riscos binários": como o fundo da Solana se mantém resiliente em meio ao caos na bolsa

O convidado do programa Papo com Gestor desta semana foi Claudio Delbrueck, fundador e gestor da Solana Capital

SÃO PAULO – Anos de eleições presidenciais tendem a ser muito voláteis. Seja pelos candidatos indefinidos ou pela incerteza dos resultados, uma simples notícia pode adoçar ou azedar o mercado. É possível driblar essa volatilidade e manter resiliente a performance de seus investimentos? O Papo com Gestor desta semana traz um entrevistado que provou na prática que é possível. 

O entrevistado é Claudio Delbrueck, fundador e gestor da Solana Capital. Com R$ 500 milhões em ativos sob gestão, a asset administra o fundo Solana Long & Short FIC FIM, lançado em outubro de 2013 e apesar de ter enfrentado uma eleição, um impeachment, um bull market e uma nova crise, sempre apresentou uma performance resiliente, encerrando todos os anos com ganhos entre 113 e 122% do CDI. Maio foi um ótimo exemplo disso: enquanto o Ibovespa caiu 10,9%, a cota do fundo subiu 0,2%.  

“Não gostamos de ter risco binário no fundo. Evitamos isso porque entendemos que as ações vão performar de forma diferente em cada um dos cenários”, diz Delbrueck. (Confira a entrevista completa no vídeo acima). O fundo estava fechado desde dezembro de 2016 e foi reaberto em maio deste ano e está disponível na plataforma da XP Investimentos.

Como o próprio nome do fundo revela, ele segue a estratégia long & short, que consiste em ficar vendido (short) em uma ação e com o dinheiro obtido nessa venda, ficar comprado (long) em outra ação. Para que a estratégia fique descorrelacionada do Ibovespa, Delbrueck trabalha com 50 pares de participação semelhante na carteira, divididos em três grandes blocos: Intra Company (como LAME3 e LAME4), Intra Setor (como Suzano e Klabin, por exemplo) e Inter Setor (com ações de setores diferentes).

Veja mais: Por que os fundos long&short têm tudo para deslanchar a partir de agora?

As ideias, tanto de comprar como de vender uma ação, surgem da mesma forma que um gestor tradicional de ação procura: “Um analista nosso vai em uma reunião com a empresa e conversando sobre a atividade da empresa, entendemos que ela está com uma dinâmica melhor do que esperávamos e do que o mercado esperava. Essa ação é então uma ótima candidata para você ficar comprado, porque vai ter uma surpresa positiva se estiver certo em sua interpretação da reunião”. Depois disso, ele começa a procurar ideias do que ficar vendido para compensar essa posição comprada. “Por isso o fundo não está correlacionado ao Ibovespa, porque não estamos expostos direcionalmente à bolsa: você compra uma ação e vende outra”, conclui.

No lado das estratégias compradas, ele destaca Braskem (BRKM5), que além da geração de caixa muito relevante e por ser uma proteção ao dólar, também pode ter um upside pela venda da sua fatia que está com a Petrobras. No lado vendido, ele aponta a Fibria (FIBR3) como “caixa turbinado”, por conta da fusão envolvendo ela e Suzano (SUZB3). Confira a entrevista completa no vídeo acima.

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