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Investir em arte é opção para quem quer diversificar

A grande vantagem do investimento em arte é a possibilidade de manter um portfólio mais diversificado

Liz #1 - Andy Warhol
(Reprodução/Sotheby's)

SÃO PAULO – Diversificação é uma das palavras mais importantes no mundo dos investimentos. Afinal, procurar alternativas interessantes para ganhar mais e diminuir os riscos de perdas é sempre recomendado pelos especialistas. E dentro do rol de aplicações interessantes para diversificar a carteira está o investimento em arte, que vem crescendo nos últimos anos. 

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“O mercado brasileiro de arte ainda é pequeno, mas tem se desenvolvido bastante e estima-se que movimente cerca de US$ 590 milhões anualmente no Brasil”, afirma João Correia, sócio-fundador da Art Options, consultoria de arte que atende colecionadores de todo o país.

Diferente do que muitos pensam, para começar a investir nesse mercado não é necessário dispor de valores astronômicos. "Dá para começar com pouco, até mesmo com valores abaixo de R$ 5 mil”, explica Correia.Dentro do mercado de obras de arte, é ossível investir em pinturas, esculturas, fotografias e desenhos.

De acordo com ele, uma das grandes vantagens do investimento neste mercado é a mitigação dos riscos do mercado financeiro. “Além disso, investir em arte é um passaporte para a globalização da vida cultural e social da pessoa e também ajuda a antecipar possíveis riscos políticos e econômicos", destaca o especialista.

O empresário afirma ainda que alguns artistas servem como termômetro para o clima político e econômico em determinados lugares, uma vez que possuem mais sensibilidade em relação às movimentações sociais da população e expressam isso em sua arte. Assim, eles podem antever o sentimento geral da população.

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Como investir

Para fazer uma boa escolha é preciso frequentar galerias, feiras e centros de arte, de modo a apurar o gosto e entender o que é considerado arte de qualidade, com bom potencial de venda. São nesses locais que comercializam estas obras. “Como qualquer indústria, o investidor precisa começar se informando e se arriscando”, diz Correia.

É importante lembrar que o investimento deve ser feito com objetivo de longo prazo, "No mercado primário (compra feita diretamente com o artista) recomendamos um tempo mínimo de 5 anos, idealmente 7 anos ou mais", explica João Correia.

Um dos principais riscos do investimento é de liquidez, uma vez que pode não ser tão fácil comprar ou vender obras de arte. Além disso, existe a possibilidade de perda de valor da obra após a compra. Por isso, Correia destaca que ouvir um bom consultor de arte é importante antes de tomar decisões de investimento e pode ajudar a controlar os riscos.

 

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