Fundo de Peter Thiel, cofundador do PayPal, compra US$ 200 milhões em Bitcoin e Ethereum

Founders Fund iniciou aportes quando Bitcoin era negociado a US$ 30 mil - hoje, ronda os US$ 50 mil

Paulo Barros

Peter Thiel (Foto: John Lamparski/Getty Images)

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A Founders Fund, empresa de venture capital fundada pelo bilionário cofundador do PayPal Peter Thiel, realizou um aporte de US$ 200 milhões em criptoativos, a metade em Bitcoin (BTC) e a outra em Ethereum (ETH), afirma a agência Reuters em reportagem publicada nesta terça-feira (13), citando duas fontes com conhecimento direto do assunto.

O investimento, disse a Reuters, foi realizado em meados de 2023, em movimento que marca o retorno do interesse do Vale do Silício nos ativos digitais desde que o mercado entrou em derrocada no final de 2022.

O fundo de Thiel não é novo nesse ramo. Em 2014, o fundo VC iniciou sua incursão nas criptos, mas desfez posição antes da crise que abalou o setor há mais de dois anos, com a falência da corretora FTX. O Founders Fund teria embolsado cerca de US$ 1,8 bilhão em retornos.

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A nova onda de compras do fundo, disse a Reuters, começou quando o Bitcoin era negociado abaixo de US$ 30.000. As compras teriam continuado ao longo de alguns meses, e incluído Ethereum no meio do caminho. O preço médio da posição não é conhecido. Na segunda-feira (12), o Bitcoin atingiu a marca de US$ 50 mil pela primeira vez desde dezembro de 2021.

O Founders Fund é conhecido por ter feito os primeiros investimentos em empresas como a SpaceX, de Elon Musk, e Meta. Thiel já elogiou o Bitcoin publicamente, ressaltando que a tecnologia permite o funcionamento da moeda fora do alcance de bancos centrais.

Criptos em alta

As principais criptomoedas operam em alta nesta terça-feira (13) de Carnaval. Segunda maior cripto por valor de mercado, o ETH subia 7,5% por volta das 10h, enquanto a Solana (SOL), quinto ativo digital mais valioso, registrava ganhos de 8,7%. No mesmo horário, o BTC era negociado ao redor de US$ 49.900, alta de 4% em 24 horas.

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Analistas de mercado apontam que o Bitcoin vem recebendo fluxos constantes por meio dos novos ETFs (fundos de índice) recentemente aprovados nos Estados Unidos. Na semana passada, o analista Ki Young Ju, da casa de análise CryptoQuant, apontou que aproximadamente 70% dos bitcoins disponíveis no mercado não registravam movimentação há um ano, indicando uma possível “seca” na liquidez da ponta vendedora.

Segundo analistas, o movimento recente do BTC também dá sinais de traders se mexendo em preparação para o halving, evento programado da criptomoeda que ocorre a cada quatro anos, e que é responsável pela queda pela metade na taxa de inflação do ativo. O próximo halving é aguardado para abril.

Paulo Barros

Editor de Investimentos