Central de FIIs

Ifix fecha sessão desta quinta-feira estável; fundo imobiliário Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11) cai 9%

O fundo XP Log (XPLG11) liderou a lista de maiores altas desta quinta-feira (10), com elevação de 2,05%

Por  Wellington Carvalho -

 

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – teve mais uma sessão de estabilidade. O indicador fechou o dia com leve queda de 0,01%, aos 2.724 pontos. Ontem o índice terminou com baixa de 0,03%. O fundo  XP Log (XPLG11) liderou a lista de maiores altas do dia, com elevação de 2,05%. Confira os demais destaques da sessão ao longo do Central de FIIs.

As cotas do FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11) tiveram mais um dia de forte queda, após o fundo ter sido intimado a pagar R$ 27 milhões para a locatária – a Rede D’or, que ocupa o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, no bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo (SP). Os papéis fecharam a sessão negociados a R$ 156,49, queda de 9,07%. Ontem, a cota já havia fechado com baixa de 13,71%.

Em 2016, a Rede D’or havia entrado com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo a revisão do valor da locação. O entendimento inicial, em 2019, fixou o aluguel em R$ 1,460 milhão, redução de 16,9% na comparação com o valor vigente.

Como o parecer era provisório, a Rede D’or seguiu pagando o valor original do aluguel, previsto no contrato, ao longo do restante da tramitação do processo.

Nesta quarta-feira (9), porém, o Tribunal de Justiça confirmou a decisão e determinou que o fundo terá de devolver os valores pagos a mais pela Rede D’or. A restituição foi fixada em R$ 27 milhões e deverá ser realizada em até 15 dias, segundo fato relevante divulgado pelo fundo.

Segundo o FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes, por conta da restituição determinada pela decisão judicial, os dividendos distribuídos mensalmente pelo fundo serão afetados.

Pelos cálculos dos gestores, o impacto total será de aproximadamente R$ 23,71 por cota, diluídos nas próximas distribuições de dividendos. O fundo, no entanto, não informou qual será o tamanho da redução nos dividendos mensais, nem por quanto tempo a diminuição persistirá. Nos últimos meses, o fundo vem distribuindo resultados em torno de R$ 1,53 por cota.

Uma outra ação judicial da Rede D’or contra o FII, ainda em curso, solicita a troca do indexador de correção do contrato de locação – que atualmente é o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) – para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe).

Maiores altas desta quinta-feira (10):

TickerNomeSetorVariação (%)
XPLG11 XP LogLogística2,05
HGRE11CSHG Real EstateLajes Corporativas1,61
XPCI11XP Credito ImobiliarioOutros1,56
RBRL11RBR LogLogística1,48
RZAK11Riza AkinTítulos e Val. Mob.1,46

 

Maiores baixas desta quinta-feira (10):

TickerNomeSetorVariação (%)
BLMG11Bluemacaw LogísticaLogística-3,69
PATL11Pátria LogísticaHíbrido-1,8
RCRB11Rio Bravo Renda CorporativaLajes Corporativas-1,35
KISU11KILIMATítulos e Val. Mob.-1,26
EQIN11Nch Eqi High YieldTítulos e Val. Mob.-1,16

Fonte: B3

Dividendo do Edifício Galeria vai aumentar; investidores aprovam desdobramento do Guardian Multiestratégia

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Edifício Galeria (EDGA11) recebe aluguéis atrasados e deve aumentar dividendo em aproximadamente R$ 0,06 por cota

O fundo Edifício Galeria comunicou ao mercado, nesta quarta-feira (09), que recebeu valores em aberto da antiga locatária Santos e Veiga Bar e Restaurante, que rescindiu contrato em abril de 2021.

De acordo com fato relevante, o fundo recebeu o montante de R$ 226 mil reais, valor equivalente a aluguéis atrasados e à indenização prevista no contrato em caso de saída antecipada do inquilino.

O valor recebido pelo Edifício Galeria será repassado aos cotistas ao longo do primeiro semestre de 2022 e a distribuição mensal de dividendos deverá ser elevada em aproximadamente R$ 0,06 por cota.

O fundo é proprietário de 100% do Edifício Galeria, localizado na rua da Quitanda, centro do Rio de Janeiro (RJ). O imóvel abriga oito pavimentos de lajes corporativas, cinco lojas, dois restaurantes com área de convivência, além de um mall localizado no térreo.

No início de dezembro de 2021, a taxa de vacância do Edifício Galeria é de 48,81%, de acordo com o último relatório gerencial do fundo.

Investidores aprovam desdobramento das cotas do Guardian Multiestratégia ([ativo=GAME11])

A Assembleia Geral Extraordinária aprovou, nesta quarta-feira (9), o desdobramento da totalidade das cotas do fundo imobiliário Guardian Multiestratégia I, na proporção de um para dez.

Com a decisão, para cada cota do fundo que o investidor possuir na carteira, será atribuído outras nove, totalizando dez cotas.

As cotas do Guardian Multiestratégia passarão a ser negociadas na forma desdobrada a partir desta sexta-feira (11) e os novos papéis serão creditados nas contas dos cotistas no dia 16 de março de 2022.

No fechamento do mercado nesta quarta-feira (9), as cotas do fundo foram negociadas a R$ 113,99, valor que será dividido por dez com o desdobramento.

Dividendos de hoje

Confira quais são os cinco fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta quinta-feira (10):

TickerFundoRendimento
FIIB11Industrial Do Brasil R$  3,20
VERE11Vereda R$  2,11
EDFO11BEd. Ourinvest R$  1,46
ELDO11BEldorado R$  0,71
RMAI11REAG Multi Ativos Imobiliários R$  0,26

Fonte: InfoMoney

Giro Imobiliário: Professor Baroni estreia como colunista no InfoMoney

Especialistas em fundos imobiliários, Professor Baroni e Marcos Correa são novos colunistas do InfoMoney

O time de colunistas do InfoMoney ganha a partir desta quinta-feira (10) dois novos reforços: Marcos Baroni, um dos maiores especialistas em fundos imobiliários do País, e Marcos Correa, especialista da Suno Research.

Professor há 24 anos, graduado na área de Tecnologia da Informação e pós-graduado em Educação, Baroni investe no mercado financeiro desde o início de sua carreira e, há cerca de 12 anos, leva conhecimento sobre fundos Imobiliários para várias cidades do Brasil.

Atualmente, mais de 317 mil pessoas acompanham as dicas e ensinamentos de Baroni no Instagram. Seu canal no Youtube conta com 160 mil seguidores.

Na estreia como colunista do InfoMoney, Baroni responde se é possível manter um retorno constante de 1% ao mês com fundos imobiliários.

A coluna de hoje é assinada também por Marcos Corrêa. Especialista em fundos imobiliários da Suno Research, Correa tem formação em Ciência da Computação pela Universidade de Miami.

Como fica o investimento em fundos imobiliários com a expectativa de elevação da inflação em 2022?

O choque nos preços de commodities desde o início da invasão russa à Ucrânia tem elevado a expectativa para a inflação em todo o mundo. As novas projeções podem refletir na estratégia dos investidores de fundos imobiliários, que devem encontrar nos FIIs de “papel” uma alocação menos arriscada.

O tema foi um dos destaques da edição desta terça-feira (9) do Liga de FIIs, que teve a apresentação de Maria Fernanda Violatti, analista da XP, Thiago Otuki, economista do Clube FII, e Wellington Carvalho, repórter do InfoMoney.

Na avaliação de Maria Fernanda, episódios como o da guerra entre Rússia e Ucrânia refletem em todos os segmentos e em todo o mundo. Segundo ela, os fundos imobiliários, não estão imunes aos acontecimentos – ainda que no caso deles o impacto seja indireto, especialmente pela elevação ainda maior da inflação e a perspectiva de juros altos por mais tempo para combatê-la.

Destaques nas listas de melhores desempenhos, os fundos de “papel” – que investem em títulos de renda fixa que acompanham a inflação e os juros – se beneficiaram da elevação de índices como o IPCA, IGP-M e a própria taxa básica de juros da economia, a Selic, nos últimos anos. Com a previsão de arrefecimento dos indicadores, a atratividade desse tipo de fundo começou a ser questionada no início de 2022. Os FIIs de tijolo, que estavam sendo negociados com desconto, ganhavam espaço nas carteiras.

Os reflexos do conflito na Ucrânia poderão exigir do investidor nova mudança na estratégia de alocação dos fundos imobiliários, de acordo com Otuki.

“No início do ano, os fundos de tijolo, mais descontados, eram considerados a bola da vez”, relembra o economista do Clube FII. “Agora, os investidores deverão conseguir capturar rendimento, com maior segurança, com os fundos de recebíveis”.

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