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Empresas americanas devem gastar US$ 840 milhões em recompras de ações em 2024

Expectativa é que companhias elevem os desembolsos nessa estratégia em relação a 2023

Bloomberg

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As ações americanas começaram 2024 com sinais hesitantes, mas isso poderá mudar esta semana com o início da temporada de balanços e o anúncio dos planos de recompra de ações, algo que os investidores esperam que ajude o mercado a manter a recuperação vista no ano passado.

Os mais otimistas com a Bolsa dos EUA esperam por esse apoio uma vez que os fundos de hedge e investidores de varejo estão inclinados a uma postura defensiva após o forte rali do final do ano e as preocupações quanto ao momento dos cortes das taxas do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) aumentarem a cautela.

“Estou otimista em relação à Bolsa em 2024, mas será uma jornada forte nos próximos meses, já que as instituições estão pessimistas”, disse Brian Reynolds, estrategista-chefe de mercado da Reynolds Strategy, que previu a queda decorrente da crise financeira global de 2008. “Assim que a vendas terminarem, as empresas recomprarão suas ações para fazer com que as ações voltem a subir.”

As empresas norte-americanas estão relutantes em recomprar ações, uma vez que o Fed aumentou as taxas de juros para combater a inflação, elevando os custos dos empréstimos. As recompras caíram por cinco trimestres consecutivos depois de atingir um recorde em 2022, de acordo com a Bloomberg Intelligence. Mas com o Fed preparando-se potencialmente para reduzir os juros e com a previsão de melhoria do crescimento dos lucros, os investidores esperam que mais empresas apliquem mais capital no mercado de ações.

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O destino da Bolsa americana não depende inteiramente das recompras, mas, com quase um US$ 1 trilhão por ano, elas representam uma das maiores forças compradoras que existem. As empresas do S&P 500 gastaram quase US$ 800 bilhões em recompras no ano passado, uma queda de quase 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Espera-se que as empresas do S&P 500 gastem pelo menos US$ 840 bilhões em recompras em 2024, de acordo com dados preliminares da S&P Dow Jones, que utiliza uma metodologia diferente da Bloomberg. As despesas de 12 meses até setembro, de US$ 787 bilhões, caíram quase 20% em relação ao ano anterior, informou a S&P Dow Jones Indices. O recorde foi de US$ 923 bilhões em 2022.

No geral, o total de recompras corporativas caiu 18% no terceiro trimestre em comparação com o ano anterior, de acordo com Wendy Soong, analista sênior da Bloomberg Intelligence. Mais de 40 empresas do S&P 500 anunciaram recompras no quarto trimestre no valor total de US$ 163 bilhões, quase um terço menos do que há um ano. Entre essas empresas estão a Cigna Group e a Adobe, ambas com dnheiro em caixa após não fecharem aquisições que estavam planejadas.

Momento de mercado

Para executivos e investidores, o complicado será encontrar o momento certo – seja para recomprar ações como quando elas podem subir de preço. A chave pode estar nos planos do Fed para cortes nas taxas, que as autoridades sinalizaram que poderão não ocorrer até meados de 2024 ou mesmo mais tarde. Isso poderia impedir as empresas de pedir dinheiro emprestado para recompras até ao final deste ano ou início de 2025, segundo Michael Sheldon, diretor de investimentos do RDM Financial Group.

Ainda assim, as recompras parecem prontas para retornar. As despesas de capital como parcela das vendas voltaram para a média de cinco anos pré-pandemia, em parte devido ao aumento das alocações nas ações das chamadas “Magnificent Seven“, as gigantes da tecnologia lideradas pela Apple, que continuam a ter potencial de valorização após o ganho de quase 50% em 2023, disse Nancy Tengler, CEO da Laffer Tengler Investments.

“As recompras são uma forma de resolver problemas para as empresas quando o crescimento dos seus lucros desacelera”, disse Tengler. “Não estamos comprando a Apple pelos fundamentos. Nós compramos porque a empresa colocará um piso nas ações sempre que elas caírem.”

Outras empresas vão na mesma linha. A Broadridge Financial Solutions, fintech que vale mais de US$ 23 bilhões, planeja gastar cerca de US$ 500 milhões em recompras durante o atual ano fiscal. “Espero que os retornos aos nossos acionistas sejam mais direcionados às recompras, já que não há muito o que comprar em termos de fusões e aquisições”, disse o diretor financeiro Edmund Reese em entrevista. “Recompras ajudam as ações.”

© 2024 Bloomberg L.P.

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