Coreia do Sul indicia dez envolvidos em colapso das criptomoedas TerraUSD e Luna

Eles foram acusados de violar as leis do mercado de capitais do país

Bloomberg

Daniel Shin, cofundador da Terraform Labs (SeongJoon Cho/Bloomberg)

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A Coreia do Sul indiciou o cofundador da Terraform Labs, Daniel Shin, juntamente com outras nove pessoas por várias acusações, incluindo violações da lei do mercado de capitais relacionadas ao projeto cripto Terra, que implodiu no ano passado.

Os promotores congelaram 246,8 bilhões de yuan (US$ 184,7 milhões) em ativos das pessoas até agora, disse Dan Sung Han, promotor-chefe que lidera o departamento de investigação de crimes financeiros, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (25).

As autoridades indiciaram oito pessoas, incluindo Shin, por trade ilegal e outros dois indivíduos por quebra de confiança. Os acusados estão todos ligados diretamente ao Terra, inclusive nas áreas de marketing, desenvolvimento de sistemas e gestão, disseram os procuradores.

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O caso gira em torno da implosão da TerraUSD (UST), uma stablecoin algorítmica, e sua criptomoeda-irmã LUNA. Ambas entraram em colapso em maio do ano passado, acelerando uma crise que deixou um rastro de prejuízo de US$ 2 trilhões no mercado cripto.

Funcionários disseram que o projeto Terra foi uma “farsa” desde o início. Em um comunicado, eles falaram que o algoritmo que ajudou a manter o TerraUSD a um preço estável era impossível de criar. Shin e outros acusados causaram “danos astronômicos” para investidores globais, de acordo com o comunicado.

“Shin não tem nada a ver com o colapso do Terra, visto que deixou a empresa dois anos antes do colapso”, disse seu advogado, Kim Ki-dong, em um comunicado. “Ele retornou voluntariamente à Coreia do Sul imediatamente após a queda e tem cooperado fielmente com a investigação por mais de dez meses, na esperança de contribuir para a apuração dos fatos.”

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Prisão de Do Kwon

Antes do colapso do projeto Terra, os envolvidos obtiveram 463 bilhões de yuan em lucro, e as autoridades estão rastreando ativamente os ganhos ilegais, disseram eles, acrescentando que, no processo de construção do Terra, os acusados expuseram os detalhes de pagamento de seus clientes ilegalmente e desviaram fundos corporativos.

Os promotores redobraram recentemente os esforços para localizar e prender Shin, um empresário de tecnologia financeira que ajudou a criar o Terra. Um tribunal sul-coreano rejeitou em dezembro um mandado de prisão contra ele, dizendo que não era provável que ele destruísse provas ou representasse risco de fuga.

No mês passado, o cofundador do Terra, Do Kwon, foi preso em Montenegro sob a acusação de fraude e violação da lei do mercado de capitais. Kwon, um fugitivo de sua terra natal, a Coreia do Sul, também é procurado pelos Estados Unidos.

Leia mais:

As autoridades coreanas estão colaborando com os EUA no caso, disseram eles, sem fornecer detalhes.

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