Conheça a aplicação que Warren Buffett indica para a sua esposa

Os fundos de índice são a recomendação do investidor

Leonardo Pires Uller

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SÃO PAULO –  O megainvestidor Warren Buffett é aclamado e seguido por investidores do mundo todo, que tentam aprender com o Oráculo de Omaha um pouco mais sobre a estratégia de “valor” (value investing), que o tornou um dos homens mais ricos do mundo.  Como não poderia deixar de ser, Buffett também orienta as aplicações da família.  Em sua carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway, divulgada em março deste ano, ele deixou claro o investimento que indica para o administrador do dinheiro de sua esposa: 90% dos recursos em um fundo de índice que segue o S&P 500 com custos muito baixos e 10% em títulos do governo dos EUA de curto prazo.

Buffett, terceiro homem mais rico do mundo pela lista da Bloomberg, deixa claro que o pequeno investidor não precisa entender de fundamentos, nem se preocupar em fazer todo o trabalho de seleção de ações. “Eu tenho uma boa notícia para os investidores não profissionais: o investidor comum não precisa dessa habilidade [de selecionar as melhores ações]. No geral, os negócios nos EUA tem se saído muito bem ao longo do tempo e continuarão assim (…). A meta do investidor não deve ser escolher ações vencedoras – nem ele nem seus ‘ajudantes’ conseguirão fazer isso – mas ao invés disso, ter um setor chave de negócios que, de maneira geral, tendem a se sair bem”.

Buffett afirma que um dos maiores problemas acontece quando um investidor medroso ou iniciante entra no mercado em uma fase muito boa acaba se desiludindo quando as perdas começam a acontecer. O antídoto para esse “erro no timing” é acumular as ações por um longo período e nunca vender quando as notícias estão ruins e os papéis bem longe de seus topos.

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“Seguindo essas regras, o investidor que ‘não sabe de nada’ vai diversificar e manter seu custo mínimo. Virtualmente ele terá resultados satisfatórios”, afirma Buffett.

Se investidores comprarem  freneticamente e venderem fazendas uma atrás da outra, não só os yields como os preços das colheitas também não se valorizariam. A única consequência desse comportamento seria uma queda nos ganhos, por conta dos custos substanciais de pesquisar novas fazendas e trocar propriedades, explica Buffett.

No entanto, ele alerta que investidores e instituições serão constantemente orientados a serem mais ativos por aqueles que lucram com estas operações.  O conselho é simples: “ignore as falas, mantenha seus custos mínimos e invista em ações como investiria em uma fazenda”.