Renda fixa

Confira os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quarta-feira

Mercados seguiram no aguardo pelo pacote de estímulos nos EUA e monitoraram avanço da Covid-19 na Europa

Hands holding Brazilian real notes - Money from Brazil - Notes of Real - Brazil BRL banknote
(Sidney de Almeida/Getty Images)
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SÃO PAULO – Os títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam alta na tarde desta quarta-feira (21).

O título prefixado com vencimento em 2023 pagava um prêmio anual de 4,74%, ante 4,71% a.a. na terça-feira (20). O juro pago pelo mesmo papel com juros semestrais e vencimento em 2031, por sua vez, subia de 7,63% para 7,70% ao ano.

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2035 pagava 4,03% ao ano, ante 3,99% a.a. ontem. Já o prêmio do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 tinha leve alta de 4,18% para 4,21% ao ano.

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Por fim, no caso do Tesouro Selic, a taxa de deságio permaneceu estável em relação à apresentada na véspera, próxima de 0,20%.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quarta-feira (21):

Fonte: Tesouro Direto

Pacote de estímulos e Covid-19

Na cena internacional, os investidores tiveram mais um dia de espera pelo acordo entre republicanos e democratas, nos Estados Unidos, para a aprovação de um pacote de estímulos contra os impactos econômicos do coronavírus.

Segundo a rede americana CNBC, a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, fizeram progresso nas negociações ontem, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. Os dois devem se reunir novamente hoje.

Ontem, Pelosi afirmou que tem esperança de que um acordo por mais estímulos fiscais possa ser alcançado entre o governo e a oposição antes das eleições de 3 de novembro. A gestão do presidente Donald Trump apresentou propostas de liberar até US$ 1,9 trilhão, mas o partido Democrata quer US$ 2,2 trilhões.

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Já na Europa, as atenções recaíram sobre o aumento de novos casos confirmados do coronavírus. Em mais um sinal de alerta, o ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, confirmou ontem que o país estuda adotar um toque de recolher nacional.

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Na semana passada, Paris retomou o toque de recolher, enquanto Londres restringiu reuniões entre pessoas que não vivem na mesma residência.

Em entrevista divulgada ontem pelo canal francês LCI, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, expressou preocupação com uma segunda onda de contaminações.

Cena doméstica

Enquanto isso, no âmbito local, os investidores monitoraram as falas do presidente Jair Bolsonaro de que a vacina da chinesa Sinovac contra a Covid-19 não será adquirida por seu governo.

O anúncio, feito em rede social, ocorreu menos de 24 horas depois de o Ministério da Saúde anunciar a inclusão do produto no Programa Nacional de Imunização e a compra de doses do imunizante pelo governo federal.

Destaque ainda para a entrevista do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao jornal Estado de S. Paulo. Maia defendeu a criação de um cronograma para votar cortes de gastos que viabilizem a criação de um novo programa de renda mais amplo que o Bolsa Família, sem estourar o teto de gastos.

Segundo ele, definir um cronograma e o alcance das medidas de corte de gastos seria uma sinalização importante para investidores.

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