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Vale a pena investir em COE?

O COE - Certificado de Operações Estruturadas é um tipo de investimento que possibilita ganhos da renda variável com a segurança da renda fixa. Veja todos os detalhes:

Bolsa ações gráfico
(Shutterstock)

O COE (Certificado de Operações Estruturadas) é um tipo de investimento cada vez mais difundido no mercado brasileiro. Sua popularização nos últimos anos se deu pelo fato de ele ser um investimento que traz a possibilidade de ganhos altos, comparáveis com o da renda variável, mas que, na maioria das vezes, tem a segurança da renda fixa.  

Apesar disso, ainda sobram muitos questionamentos sobre como ele funciona, quais as taxas envolvidas e quais os seus riscos. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o COE, separamos os principais pontos abaixo:

O que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas é um investimento que combina características de renda fixa e variável e pode estar ligado a ativos como câmbio, inflação, ações e ativos internacionais. Trata-se de uma adaptação brasileira das chamadas Notas Estruturadas, comuns nos Estados Unidos e na Europa (com um mercado global de mais de US$ 2 trilhões).

O COE é regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central e se segmenta em dois tipos: com o valor nominal protegido (ou seja, garantia de que o dinheiro aportado será devolvido) ou com o capital em risco (com risco de perda do valor aportado).

Como funciona?

Um COE é montado por meio da emissão de um título com um vencimento (que costuma variar entre dois e cinco anos), um valor mínimo para aplicação, um indexador e um cenário futuro estabelecendo ganhos e perdas. Todo COE é formado por uma operação pré-fixada e derivativos.

Para entender melhor como ele funciona na prática, podemos imaginar um caso hipotético de um COE com capital protegido, prazo de três anos e desempenho atrelado ao Ibovespa. No momento do investimento no COE, vamos supor que o Ibovespa está em 90.000 pontos. As condições a partir desse ponto são as seguintes:

  • - Se o Ibovespa cair abaixo dos 90.000 pontos ou se mantiver nesse patamar ao longo do vencimento, o investidor receberá apenas o dinheiro investido de volta.
  • - Se o Ibovespa subir 15% no período até o vencimento, o investidor recebe o valor investido mais 15%.
  • - Se o Ibovespa subir mais de 15%, o investidor recebe apenas 15%, já que trata-se de um teto pré-estabelecido.

“O COE é um investimento sofisticado que envolve as áreas de estruturação modelagem, análise, compliance, risco, trading e jurídico de uma corretora ou banco. É um investimento que pode ser considerado caro por alguns porque a instituição que decide montá-lo precisa ter profissionais de todas essas áreas e que sejam altamente qualificados”, afirma Maitê Kattar, head de COE da XP.

Perfil de investidor 

“Os COEs com capital protegido são indicados principalmente para aquele investidor que quer ter um retorno parecido com o da renda variável, mas não aceita as oscilações que o mercado de renda variável tem. A segurança de ter o capital protegido ajuda esse investidor a não se preocupar com as oscilações”, diz Maitê.

Taxas do COE

Maitê Kattar explica que as taxas do COE costumam variar entre 0,5% e 2% ao ano. “Uma das grandes vantagens é que o COE não possui taxa de performance nem come cotas, que são comuns em outros produtos do mercado”, explica.

Tributação

A única tributação que incide sobre o COE é o Imposto de Renda. Ele segue a mesma regra dos títulos de renda fixa em uma tabela regressiva, de 22,5% a 15% sobre os ganhos do investimento, de acordo com o tempo de aplicação.

Tabela de imposto de renda - COE

Tempo de Investimento

Alíquota do Imposto de Renda

Até 180 dias

22,5%

De 181 a 365 dias

20%

De 365 a 720 dias

17,5%

Acima de 720 dias

15%

Quais as vantagens do COE?

Com os pontos apresentados é fácil chegar à conclusão que o COE pode trazer retornos expressivos com riscos conhecidos. O investidor toma conhecimento logo no início do todos os cenários possíveis.

Outra vantagem é a de ter acesso a um mercado que o investidor brasileiro dificilmente tem. “Na XP o valor mínimo de aplicação é de R$ 5.000,00. O COE dá acesso a derivativos de mais longo prazo e mais sofisticados, que muitas vezes nem são negociados no Brasil”, afirma Maitê.

Quais os riscos e desvantagens?

O principal risco do COE está atrelado ao banco emissor. Também é importante salientar que trata-se de um produto sem proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Outra característica que pode ser vista como uma desvantagem é a sua baixa liquidez.

O ideal é que a aplicação permaneça no COE até o fim do período, por isso ele é considerado um investimento de longo prazo. Além disso, no COE sem capital protegido pode haver perda total do valor investido.

O COE é bom ou ruim?

O COE não é um produto, é apenas um veículo de alocação. Trata-se de um meio para acessar diversas classes de ativos, através de diferentes estruturas. Podemos comparar com fundos, os quais podem ser classificados como Renda Fixa, Ações, Multimercados, Crédito Privado, etc.

Dessa forma, o produto é definido pela soma de inúmeras características, tais como: estrutura, ativo objeto, prazo, etc. Não podemos dizer que “COE” é bom ou ruim, trata-se de uma afirmação sem fundamento e generalizada. Um COE ligado ao S&P é totalmente diferente de um COE ligado a um fundo de Renda Fixa Global ou a uma Carteira de Ações Brasileiras. A escolha de ter ou não um COE na carteira vai variar de acordo com o perfil e objetivos de cada investidor.

A XP Investimentos oferece COEs apenas de bancos grandes do mercado como JP Morgan, Credit Suisse, Goldman Sachs, BNP Paribas e Morgan Stanley. “Oferecemos apenas os melhores para trazer segurança ao nosso investidor”, afirma Maitê.  

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