Imposto de Renda

Cobrança de come-cotas nesta 3ª deve abocanhar R$ 2,7 bi do mercado de fundos

Mordida do Leão via come-cotas atingiu o ápice dos últimos dez anos em 2017, quando os descontos somaram R$ 13,6 bilhões

Por  Márcio Anaya -

SÃO PAULO – Nesta terça-feira (30), acontecerá mais uma cobrança de come-cotas no mercado de fundos. Pelos dados da plataforma de informações financeiras Economatica, o volume total arrecadado pelo governo federal com o imposto deve girar ao redor de R$ 2,7 bilhões – mesmo patamar verificado em maio deste ano.

Come-cotas é o apelido dado pelo mercado financeiro ao recolhimento periódico de Imposto de Renda sobre os rendimentos de determinados fundos de investimento.

A cada seis meses, é feita uma tributação automática sobre os ganhos apurados pelo investidor naquele período. Para viabilizar a cobrança, a Receita Federal “morde” uma quantidade de cotas do cliente equivalente ao imposto devido, que é retido na fonte. Eis, portanto, a origem do jargão financeiro.

“Acredito que será algo próximo disso, talvez um pouco menos, devido à queda de rendimento dos fundos nos últimos meses, principalmente dos produtos atrelados ao Ibovespa”, estima Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional e comercial da Economatica.

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De acordo com ele, a mordida do Leão via come-cotas atingiu o ápice dos últimos dez anos em 2017, quando os descontos somaram R$ 13,6 bilhões. Nos dois anos seguintes, o volume total ficou na casa de R$ 8,6 bilhões, apresentando forte queda no ano passado, para R$ 4,2 bilhões.

“Em 2020, devido à pandemia, os valores descontados via come-cotas foram os menores da série histórica do levantamento, justamente por conta das quedas generalizadas dos investimentos”, comenta Rivero. “Vale lembrar que a Bolsa atingiu o fundo do poço em 23 de março do ano passado”.

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