De olho

Central de FIIs: com queda de 2,02%, Ifix tem pior semana desde junho

Confira as informações que influenciam na indústria dos fundos imobiliários hoje

Por  Wellington Carvalho -

SÃO PAULO – O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sexta-feira (26) em queda de 0,18%, aos 2.541 pontos. De segunda (22) até hoje, o indicador acumula queda de 2,02%. É a pior semana do Ifix desde a iniciada no dia 20 de junho, quando o índice caiu 3,15%. No mês, as baixas somam 5,01% e, no ano, 11,44%.

O desempenho dos fundos imobiliários nos últimos meses tem tirado a tranquilidade dos investidores, mas Brunno Bagnariolli, head de Real Estate da Maua Capital, vê um descolamento das cotações dos fundos imobiliários com a realidade dos ativos e enxerga oportunidades nos segmentos de logística e lajes corporativas. O primeiro seria beneficiado pelo e-commerce, que viu as vendas da semana que antecedeu a Black Friday crescerem 31% (leia mais ao longo da Central de FIIs).

Bagnariolli participou do podcast Investorcast XP e foi entrevistado por Ronaldo Candiev, head de FIIs da XP, e Maria Fernanda Violatti, analista de fundos imobiliários da corretora. Ele é responsável pelos fundos Mauá Capital Recebíveis (MCCI11) e Mauá Capital Hedge Fund (MCHF11).

“Você abre o home broker hoje e está tudo vermelho. Este é o lado financeiro, são ativos que variam. Os ativos reais, que são os imóveis, não acompanham esta variação tão grande”, afirma Bagnariolli.

Ao mesmo tempo, Bagnariolli lembra que transações no mundo real ocorrem normalmente, como se não houvesse a preocupação com elevação dos juros, inflação e a condução fiscal do País, temas que têm pressionado as cotações.

Diante do cenário, Bagnariolli diz estar aumentando exposição em segmentos como o de logística, especialmente pelo potencial de crescimento do e-commerce que beneficia o setor. “Foi um dos únicos segmentos que durante a pandemia teve novas locações e aumento de aluguel”, relata.

Ele também está otimista com o segmento de lajes corporativas e a consolidação do modelo híbrido de trabalho, que combina o home office com o escritório. O padrão ganha força lá fora e o movimento deve se repetir aqui também, de acordo com Bagnariolli.

 

Maiores altas desta sexta-feira (26):

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TickerNomeSetorVariação (%)
BTCR11BTG Pactual Credito ImobiliarioTítulos e Val. Mob.2,75
BTLG11BTG Pactual LogisticaLogística2,55
RBRP11RBR PropertiesOutros2,69
XPLG11XP LogLogística2,17
PVBI11VBI Prime PropertiesLajes Corporativas1,42

Maiores baixas desta sexta-feira (26):

TickerNomeSetorVariação (%)
JSRE11JS Real EstateHíbrido-3,26
RFOF11RB CapitalTítulos e Val. Mob.-2,9
BPFF11Brasil Plural AbsolutoTítulos e Val. Mob.-2,39
VINO11Vinci OfficesLajes Corporativas-1,97
URPR11Urca Prime RendaOutros-1,9

Fonte: B3

Husi (HUSI11) divulga cronograma de oferta

O fundo Husi, do segmento de hospitais, disponibilizou, em fato relevante, os detalhes da oferta privada de cotas aprovada na assembleia geral do fundo no início de novembro.

O volume total da emissão será de R$ 10 milhões e está disponível apenas aos cotistas com posição no fechamento do pregão do dia 11 de novembro.

O valor unitário das novas cotas foi definido em R$ 1 mil e o fator de proporção é de 9%. Os interessados têm até esta sexta-feira (26) para manifestar o interesse na subscrição. Não é possível negociar o direito de preferência.

Com patrimônio líquido de R$ 99 milhões, o fundo Husi não tem distribuído dividendos nos últimos meses.

Dividendos de hoje

Confira os fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta sexta-feira (26):

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TickerFundoRendimento (R$)
BTAL11BTG Pactual Agro0,80

Fonte: InfoMoney

Giro imobiliário: Confiança na construção cai e vendas do e-commerce crescem antes da Black Friday

Confiança na construção recua em novembro

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu 0,8 ponto em novembro, para 95,3 pontos, a segunda queda consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,3 ponto, após cinco meses de altas consecutivas.

“O resultado da confiança dos empresários da construção reflete um final de ano com cenário mais desafiador para empresas”, analisa Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE. “A atividade perdeu força em novembro e a alta das taxas de juros, da inflação e dos custos minam as expectativas de continuidade da tendência de melhora dos negócios”, afirma

O resultado negativo do ICST, em novembro, ocorre exclusivamente em função da piora das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) se manteve estável em 92,0 pontos, enquanto o índice de Expectativas (IE-CST) caiu 1,6 ponto para 98,7 pontos, menor nível desde junho de 2021.

Na avaliação da situação atual, o resultado do ISA-CST reflete variações opostas dos indicadores que o compõem: o indicador de situação atual dos negócios subiu 1,0 ponto, para 91,8 pontos, enquanto o indicador de carteira de contratos cedeu 1,0 ponto, para 92,4 pontos.

Já em relação às perspectivas futuras, o resultado do IE-CST retorna para patamar abaixo do nível neutro (100,0 pontos), depois de quatro meses influenciado principalmente pela queda de 2,3 pontos no indicador que mede a tendência dos negócios nos próximos seis meses; O indicador de demanda prevista também contribuiu para o resultado negativo ao cair 1,0 ponto, para 100,8 pontos.

Apesar da queda no índice de confiança, o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da construção subiu 1,7 ponto percentual, para 77,3%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos cresceram 1,7 e 1,8 ponto percentual, para 78,6% e 70,1% respectivamente.

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Vendas do e-commerce crescem 31% antes da Black Friday

As vendas no e-commerce brasileiro entre 18 e 24 de novembro, ou seja, na semana que antecedeu a Black Friday 2021, totalizaram R$ 2,8 bilhões. O valor corresponde a uma alta de 31% em relação ao mesmo período de 2020 (19 a 25 de novembro), de acordo com os dados da NielsenIQ|Ebit, consultoria de análise de comércio eletrônico.

O relatório mostra que o número de pedidos cresceu 11%, para 5,1 milhões, e o valor médio das vendas no período subiu 14%, para R$ 533. Nos sete dias analisados pela NielsenIQ|Ebit, os dois destaques positivos foram a quinta-feira (18), com alta de 53% no faturamento, e a quarta-feira (24), com crescimento de 46% – ambos na comparação com os mesmo dias do ano passado.

Apenas a segunda-feira (22) teve queda no período analisado: um recuo de 16% sobre o mesmo dia da semana do ano passado.

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