Afirma estudo

Brasileiros são a segunda população mais preparada para a aposentadoria

Brasil fica atrás apenas da Índia em ranking elaborado pela seguradora Aegon

Por  Leonardo Pires Uller

SÃO PAULO – Os brasileiros são o segundo melhor grupo no quesito preparação para a aposentadoria, de acordo com pesquisa global preparada pela seguradora Aegon – apenas os indianos estão menos preparados em relação a nós. A pesquisa, que ouviu 16 mil pessoas em 15 países, ainda concluiu que os brasileiros estão otimistas com a economia, sendo que 52% deles esperam melhorias para os próximos 12 meses, contra 35% que esperam piora.

Você tem dúvidas sobre como organizar suas finanças? Quer investir melhor? Cadastre-se gratuitamente no Ganhe Mais e tenha acesso a uma rede de centenas de planejadores financeiros certificados e capacitados 

68% da população brasileira espera ainda melhora em suas finanças pessoais. “Porém, esse clima positivo não se reflete em como os brasileiros veem as futuras gerações de aposentados as perspectivas. Nos próximos anos, a maioria (41%) acredita que a situação vai piorar para as futuras gerações. Já 32% acreditam em um cenário igual ao atual, enquanto a minoria (23%) acha que vai melhorar”, relata a Aegon.

No índice Aegon de Preparo para a Aposentadoria (ARRI), o Brasil ficou em segundo lugar entre os 15 países avaliados pela seguradora, com média 6,7, abaixo apenas dos indianos, com média 7. A média global, por sua vez, ficou em 5,9. No entanto, o Brasil segue em uma posição mediana.

Existe, no Brasil, um abismo entre o nível de conscientização e os hábitos de poupar. 23% dos brasileiros não possuem nenhuma espécie de planejamento para a aposentadoria e 47% possuem planos, mas não “por escrito”.

“A adoção de um planejamento financeiro que considere imprevistos na capacidade de gerar renda durante a vida profissional ainda é um desafio. A maior parte da população continua contando apenas com a poupança individual para essas situações inesperadas: 57% afirmam que, se for necessário interromper o trabalho por longo período ou não conseguirem mais gerar renda até a idade da aposentadoria, vão contar com essas economias”, assinala a seguradora.

Compartilhe