Empresas da Ásia, Europa, América Latina e África

AstraZeneca, Novartis, BHP, Ryanair, Weibo: conheça a lista dos 72 BDRs que estreiam na B3 na próxima 2ª feira

Total de certificados negociados na Bolsa chega a 671, bem acima das cerca de 350 ações de empresas brasileiras

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(Getty Images)
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SÃO PAULO – BHP, Ryanair, Weibo, AstraZeneca, Novartis, Unilever, Credit Suisse, HSBC, Royal Dutch Shell e Mitsubishi UFJ Financial Group são alguns dos 72 novos BDRs (sigla para Brazilian Depositary Receipts) que passam a ser negociados na B3 a partir da próxima segunda-feira (19/10).

Com as estreias, o número de certificados que representam ações emitidas por empresas em outros países, mas negociados na B3, vai saltar para o total de 671, bem acima das cerca de 350 ações de empresas brasileiras na Bolsa.

O que chama atenção é que o novo lote de BDRs é formado apenas por empresas originalmente da Europa, da Ásia, da América Latina e da África, ainda que com ativos negociados nas bolsas americanas. Até então, dos cerca de 600 BDRs listadas no mercado brasileiro, cerca de 90% era de companhias listadas nas bolsas americanas.

Os BDRs de empresas chinesas, por exemplo, eram seis até então, e passam para 21 no dia 19, com novos nomes como Weibo, rede social do gigante asiático, e China Life Insurance, que vão se juntar aos recibos que já estavam disponíveis de Alibaba, Baidu e JD, entre outros.

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Entre os nomes latino-americanos da lista, destaque para o Banco Santander Chile e a colombiana Ecopetrol, além da mexicana América Móvil.

Em termos setoriais, dos novos BDRs, 16 são de empresas financeiras e outras 16 são de companhias de comunicação. Além disso, 12 são companhias farmacêuticas e cinco, de mineração.

Nesta semana, 50 BDRs já haviam estreado a negociação na B3, mas ainda com predominância dos EUA, com nomes de destaque no noticiário recente, como do laboratório Moderna e da plataforma Zoom Communications. Confira a lista completa aqui.

Os lançamentos ocorrem pouco antes de os BDRs ficarem de uma vez por todas acessíveis a todos os investidores pessoas físicas. O passo final, em curso, é a definição dos chamados “mercados reconhecidos”, mesmo para os programas já existentes.

Cabe à Bolsa a responsabilidade de prever em regulamento quais ambientes de negociação estrangeiros serão considerados como mercados reconhecidos. Na sequência, o regulamento deverá ser aprovado pela CVM.

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