A partir de R$ 150 mil

Após Dynamo e Atmos, Bogari reabre captação de fundos de ações

Gestora pretende captar até R$ 400 milhões, em meio à forte queda da Bolsa no ano

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SÃO PAULO – Depois de captações encerradas em poucas horas pelas lendárias gestoras Dynamo e Atmos, agora a vez de a Bogari Capital abrir os fundos de ações para investimentos nesta crise.

Desde sexta-feira, os fundos Bogari Value FIC FIA e Bogari Value Q FIC FIA estão abertos para captações no total conjunto de até R$ 400 milhões.

O Bogari Value Q é destinado a investidores qualificados, isto é, com pelo menos R$ 1 milhão em aplicações financeiras, e exige investimento mínimo de R$ 300 mil dos novos cotistas. A movimentação mínima para cotistas atuais corresponde a R$ 10 mil.

Dirigido ao público geral, o Bogari Value exige uma aplicação mínima de R$ 150 mil, tanto para novos quanto para atuais cotistas.

No acumulado de março até esta quarta-feira (18), o Bogari Value FIC FIA perdia 38,3%, com baixa de 40,5% no ano e de 18,2%, em 12 meses. Desde o início, em 2008, contudo, o retorno histórico é de 417%. Criado mais tarde, em 2017, o fundo voltado para qualificados tem um desempenho bem próximo no mês, no ano e em 12 meses, com perdas ligeiramente menores.

Os dois fundos de ações são bastante parecidos, apenas com a diferença de o Bogari Value Q, voltado para qualificados, poder ter exposição a investimentos fora do Brasil, com uma fatia atualmente em papéis do Mercado Livre. Para compensar a distinção, a carteira do Bogari Value tem alocações um pouco maiores nos outros papéis, presentes em ambas as carteiras.

Em meio à queda do patrimônio, os fundos, que estavam fechados desde o início de janeiro, foram reabertos para permitir alocações principalmente dos atuais cotistas, diante dos níveis de preços mais baixos, diz Felipe de Luca, sócio e gestor da Bogari.

Entre as principais posições, de Luca cita NotreDame Intermédica como maior destaque, seguida de Alpargatas, Cosan, Eneva e Pão de Açúcar.

“A carteira é, na maior parte, composta por empresas muito sólidas e com estrutura de capital adequada para atravessar um período de turbulência. Achamos que elas têm probabilidade de entregar resultados muito altos para o acionista nesse nível de preço”, diz de Luca.

Segundo o gestor, a Bogari começou o ano com um caixa aproximado de 10%, que caiu para 4% agora, com alocações feitas gradualmente, principalmente em ações já presentes no portfólio. “Achamos hoje que os preços estão muito bons, adoraríamos estar com mais caixa para fazer alocações relevantes neste momento. Estamos confortáveis com esse nível de preço, mas pouco confortáveis em relação a como a crise vai evoluir.”

Indisponíveis em plataformas, os fundos podem ser acessados por meio de contato direto com a Bogari.

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