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Por que uma injeção de capitalismo pode prejudicar o Ibovespa, segundo Henrique Bredda

Gestor explica que cenário pode aumentar competição e desbancar as líderes que possuem altas margens e estão na Bolsa

SÃO PAULO - Uma injeção de capitalismo é o que dez em cada dez investidores de ações desejam para o país. Mas um dos gestores mais otimistas da Bolsa acredita que isso pode ser prejudicial para as empresas listadas no Ibovespa.

“O Brasil tem um capitalismo de araque, a gente não tem concorrência em nada. São duas ou três empresas em cada setor. Na Bolsa, que geralmente concentra as líderes setoriais, essas empresas vivem uma situação de oligopólio — com acesso a crédito, capacidade de crescer e margens largas — enquanto as outras sofrem. Esse cenário é um espetáculo para a Bolsa”, afirma Henrique Bredda.

O gestor explica que uma injeção de capitalsmo (com a aprovação de reformas pró-negócio e um crescimento acelerado do PIB) pode estimular novas empresas — nacionais e estrangeiras— a entrarem em setores atualmente dominados por algumas poucas.

“Outros setores podem viver uma realidade parecida com o que vive hoje o setor de maquininhas, em que novas empresas entraram e diminuíram a margem da líder”, explica o gestor. “Se você está investido em alguma empresa que vive uma situação anormal de lucratividade, ela pode ser corroída em caso de maior competição”, completa. 

Bredda explicou a tese no 13º episódio do podcast Stock Pickers. Além dele, Florian Bartunek, gestor da Constellation, e Betina Roxo, analista da XP Investimentos, estiveram presentes para falar sobre ações e a tendência da Bolsa — com a melhora da economia e a reforma da Previdência. 

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, o programa vai ao ar toda quinta-feira às 17h. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts, ou então fazer o download clicando aqui.

 

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