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Ações de bancos ainda estão baratas na Bolsa, avalia BBA

Análise comparativa entre instituições financeiras brasileiras e de outros países latino-americanos fornece um panorama de alta potencial para os bancos  

agência do Bradesco
(Divulgação)

SÃO PAULO – Seguindo bons resultados trimestrais no fim de 2018 e uma perspectiva positiva para o mercado de crédito, os grandes bancos brasileiros viram um rali recente na Bolsa. Os 4 maiores bancos listados em bolsa veem alta no início de 2019: o Santander (SANB11) já subiu 16,06%; o Bradesco (BBDC4), 15,32%; Banco do Brasil (BBAS3), 14,45 e o Itaú (ITUB4), 5,49%.  

Como consequência, em média, as instituições têm ações negociadas acima de 11 vezes suas respectivas receitas (11x P/E) neste momento – o que pode ser considerado alto historicamente.

Para o Itaú BBA, porém, a avaliação do indicador P/E isoladamente é pouco precisa – e os bancos brasileiros ainda estão baratos na Bolsa. “Uma análise detalhada dos peers da América Latina mostra que os valuations dos grandes bancos brasileiros deveria ser ainda mais alto, na nossa opinião”, diz um relatório do banco assinado pelo analista Thiago Bovolenta.

Considerando a probabilidade da implementação de reformas, o BBA compara o Brasil de 2019 com o México de 2013 e 2014 (anos de mudanças legislativas significativas sob o regime de Peña Nieto). Naquele período, a ação do Banorte tinha média de negociação de 14x a receita do banco, cerca de 16% acima da sua média histórica.

Outro argumento vem do Chile. O ROAE (retorno sobre o patrimônio médio, na sigla em inglês) estimado para os bancos chilenos é de 19%, aproximadamente – o que corresponde a 9 pontos percentuais acima do custo de capital médio (retorno esperado pelos investidores pelo risco de aplicar na empresa).  

Enquanto isso, o BBA estima um ROAE acima de 20% para os bancos privados brasileiros, 8,6 pontos percentuais acima do custo de capital. As taxas são próximas, e os bancos chilenos são negociados a 16x a receita na Bolsa – bem acima do nível atual dos brasileiros.

Dentre os vizinhos, o único cujos bancos têm taxa P/E semelhante aos brasileiros é a Colômbia (11x), país considerado 0,4% mais arriscado que o Brasil.

“Embora o valuation dos bancos brasileiros não pareça baixo na comparação com a sua média histórica, ele ainda é atraente em uma perspectiva latino-americana, então reiteramos nossas classificações ‘outperform’”, diz a análise.

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