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Acionistas da BRF se decepcionam em reunião com Parente e não aproveitam euforia com Bolsonaro

Encontro anual com acionistas passou despercebido em meio à euforia eleitoral

BRF_Bloomberg

SÃO PAULO - Em um dia em que todos estavam com os olhos nas eleições, a BRF (BRFS3) convocou seus acionistas para um evento que passou na "miúda": o encontro anual para apresentar sua estratégia para os próximos 5 anos.

Realizado na última segunda-feira (8), o encontro foi liderado pelo CEO (Chief Executive Officer) da empresa, Pedro Parente, e ressaltou o compromisso da empresa com a geração consistente e sustentável de resultados, assim como de retorno aos acionistas. Na opinião da equipe de Research da XP Investimentos, “apesar da margem positiva da empresa, faltaram atualizações quantitativas sobre plano de reestruturação”.

Durante o evento, Parente destacou a estratégia de recuperação de margens nos próximos dois anos e o crescimento inorgânico para 2021-2023, mantendo execução e margem acima do nível histórico, com posicionamento de marca e melhora no mix de produtos, com maior rentabilidade e atuação global. 

Com relação à precificação, os analistas acreditam que boa parte do aumento de preço de grãos já foi repassado aos preços e, apesar da empresa ter uma visão positiva pela frente com oferta/demanda mais balanceada, o foco continua em otimizar a produção e a alocação de produtos nas regiões. Sobre venda de ativos, a empresa segue otimista, com expectativa de atualizações ainda este ano. A BRF também reiterou seu alvo de alavancagem para 2018 e 2019.

Para a equipe de análise da XP, o evento não impressionou os acionistas, fazendo com que impactasse o papel negativamente ontem: as ações chegaram a subir quase 5%, mas devolveram os ganhos e fecharam com queda de 0,09%. No começo desta terça-feira, os papéis caem 1,29%. Já no ano, as ações recuam 38,61%.

De acordo como o BTG Pactual, a reunião mostrou que "a retomada ainda pode levar um tempo". Os analistas explicam que, enquanto esperam que a administração foque em melhorar a eficiência e em recuperar o poder de precificação, continuam sem ver uma saída fácil ou rápida da estimativa de 6 pontos percentuais de diferença de 6 pontos percentuais da margem bruta na comparação com os pares. Assim, no curto prazo, a BRF continua extremamente dependente de melhorias cíclicas, o que leva à recomendação neutra para os ativos. 

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