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Dólar cai 1% com menor tensão eleitoral após Datafolha; Ibovespa cai seguindo petróleo

Pesquisa reiterou dados do Ibope, com Jair Bolsonaro (PSL) à frente e Fernando Haddad (PT) em segundo lugar

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O mercado se volta mais uma vez para as sondagens eleitorais repercutindo os números do Datafolha, divulgado na madrugada desta quinta-feira (20), e para o ambiente externo. Após registrar alta de quase 1% nas primeiras horas, o Ibovespa devolve os ganhos com a pressão dos preços do petróleo e o dólar cai em linha com a cena internacional e a manutenção de Jair Bolsonaro (PSL) à frente das pesquisas. 

Às 13h12 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,11%, a 78.087 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em outubro tinha queda de 1,15%, cotado a R$ 4,082, e o dólar comercial recuava 0,90%, para R$ 4,085.

Os preços do petróleo viraram para queda após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump pedir que a Opep "baixe os preços agora" da commodity. A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo, na sigla em inglês) e outros produtores, incluindo a Rússia, se reúnem no domingo (23) para discutir como alocar aumentos de oferta para compensar a perda de barris iranianos devido a sanções dos EUA.

Na corrida eleitoral, o Datafolha reiterou dados do Ibope, com Jair Bolsonaro (PSL) à frente e Fernando Haddad (PT) em segundo lugar, com os dois candidatos com empate técnico em eventual segundo turno. Ciro Gomes (PDT) avançou no primeiro turno e em simulações para o segundo turno, ele derrotaria Bolsonaro, Haddad, Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB). 

Os investidores digerem também a decisão do Copom, que manteve a Selic em 6,50%, conforme esperado, mas indicou maior possibilidade de aumento de juros à frente. O Banco Central ressaltou no comunicado que o cenário atual precisa de uma "política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural". "Esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora", disse o BC.

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