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5 pagadoras de dividendos para investir em julho, segundo a XP

A XP Investimentos lançou um novo formato para as suas carteiras recomendadas

Bolsa de valores
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A XP Investimentos divulgou a sua nova carteira de dividendos para julho e optou por excluir 9 papéis e incluir outros três ativos no portfólio deste mês: Engie Brasil (EGIE3), Vale (VALE3), Taesa (TAEE11) e Vivo (VIVT4). Agora, a carteira de dividendos da XP é formada por cinco papéis, todos com peso de 20% e a partir desta versão, a carteira será sempre divulgada através da plataforma XP Research, contendo análises detalhadas e vídeos sobre ações de 39 empresas, com atualização mensal.   

Segundo a XP, as principais características buscadas nos papéis que compõem a carteira são: perspectiva de pagamento de dividendos contínuo e um yield atrativo; empresas que tenham uma gestão de qualidade e operem em um negócio sólido e empresas de natureza mais defensiva, que é importante para o fluxo contínuo de dividendos. 

De acordo com o relatório, a opção por incluir a geradora de energia Engie Brasil deve-se ao perfil defensivo da companhia, "ancorado em estratégia de comercialização otimizada de modo a minimizar o impacto de uma menor incidência de chuvas no seu resultado". Recomendada com posição neutra, a XP estima um preço-alvo de R$ 40 e vê um upside de 16,9%

Com relação à entrada de Vivo, a equipe de análise escreve: "Dentro da nossa carteira a Vivo se encaixa por ter um negócio de natureza defensiva, ser a líder no setor e ter um yield que consideramos interessante". 

Confira, abaixo, o portfólio de dividendos da XP para julho:

Empresa Ticker Peso
Itaú Unibanco ITUB4 20%
Engie Brasil EGIE3 20%
Vale VALE3 20%
Taesa TAEE11 20%
Vivo VIVT4 20%

Confira as justificativas para as demais recomendações:

Vale: Três pilares sustentam a tese positiva: i) cenário de minério de ferro e níquel construtivo e acima das expectativas de consenso; ii) rumo ao maior ciclo de dividendo da história da empresa, múltiplo 30% abaixo da média histórica e iii) proteção em um cenário adverso, já que Vale ganha com a alta do dólar. "Ela não é considerada uma tradicional pagadora de dividendos, por ter um negócio de commodity que tende a ter altas e baixas", escrevem os analistas. E completam: "Acreditamos que a Vale esteja prestes a entrar no maior ciclo de dividendo da história da empresa". 

Taesa: Recomendação de compra das ações com preço-alvo de R$ 24 e potencial de alta de 28,3%, com base em: i) estabilidade do segmento de transmissão de energia elétrica, baseado em uma estrutura de receitas fixas; ii) maturidade dos projetos em construção da companhia e iii) oportunidades de crescimento no segmento, seja em novos leilões de transmissão, seja na aquisição de linhas já operacionais. "Taesa se encaixa por ter uma geração de caixa previsível, baseado em um negócio de receitas fixas indexadas à inflação (Transmissão de Energia) e margem EBITDA de mais de 80%", escreve a XP. 

Itaú: A recomendação de compra com preço-alvo de R$ 55 e 36,3% de potencial de valorização deve-se i) cenário de recuperação da economia e aumento da concessão de crédito; ii) eficiência na execução e resiliência do banco e iii) ação negociando a múltiplos descontados e atrativo retorno de dividendos (7% de dividend yield estimado para 2018). "Apesar de ser um tradicional pagador de dividendos, tem mais exposição à atividade no Brasil que o setor elétrico e de telecomunicações, no entanto, vemos um fluxo crescente de dividendos à frente com uma retomada da economia e um yield bem interessante no preço da ação atual", escreve a equipe de análise. 

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