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Gradual tira BM&FBovespa de carteira recomendada para esta semana

Portfólio sugerido pela Gradual registrou baixa de 0,58% na semana passada, contra queda de 3,50% do Ibovespa

BM& Bovespa bolsa ações
(Facebook)

SÃO PAULO - A Gradual Investimentos divulgou sua carteira recomenda para o período entre 1 e 5 de outubro, realizando poucas mudanças na comparação com o portfólio anterior. Para esta semana, a corretora optou por excluir as ações da BM&FBovespa (BVMF3). A equipe de análise ainda diminuiu a participação da Grendene (GRND3) de 10% para 5% e inclui os papéis da Telefônica Brasil (VIVT4), com participação de 10%.

A carteira sugerida pela Gradual registrou baixa de 0,58% na semana passada, contra queda do Ibovespa de 3,50%. No mês, o portfólio acumula ganhos de 10,55%, frente a alta de 3,70% do benchmark. No ano, o portfólio da corretora tem alta acumulada de 41,86%, frente aos 4,27% do índice.

Perspectivas
Segundo o analista-chefe da Gradual, Paulo Esteves, os entraves políticos em torno do combate à crise na Europa e a contínua desaceleração da economia global impactaram negativamente a bolsa nacional.

"Em setembro, após a alta forte da primeira quinzena, o Ibovespa inverteu a tendência na terceira semana e acumulou uma queda de 3,5% na última semana de setembro. Pesaram nesta reversão dados negativos da economia norte-americana e preocupações com a Europa", disse o analista.

Confira abaixo a análise da corretora sobre cada recomendação:

Banco do Brasil (BBSA3): segundo a equipe de análise da Gradual, o banco prossegue com bom desempenho nas suas operações, com êxito na expansão de sua carteira de crédito, com manutenção da qualidade dos ativos e contenção dos gastos administrativos. Com dividend yield (dividendo pago por ação/cotação da ação) de 6,5%, as ações do Banco do Brasil é atual top pick no setor de bancos da corretora.

Petrobras (PETR4): as ações da petrolífera continuam na recomendação pela crescente possibilidade de novos reajustes dos combustíveis ainda em 2012, sem contar a ênfase dos investimentos em exploração e produção e o cenário de crescimento da demanda doméstica de derivados de petróleo nos próximos anos, comenta a corretora.

Providência (PRVI3): segundo os analistas da Gradual, as ações da Providência são recomendadas diante das perspectivas de crescimento da demanda doméstico em conjunto com o avanço do plano de expansão da capacidade produtiva da empresa.

Bematech (BEMA3): a continuidade dos resultados positivos da companhia, com o acerto do seu novo planejamento estratégico e diante das perspectivas de mercado favoráveis fez a equipe de análise da corretora manter as ações da Bematech em sua carteira recomendada semanal.

Brookfield (BISA3): a corretora manteve as ações da Brookfield acreditando em um cenário de recuperação da bolsa no segundo semestre. "Consideramos a queda da ação exagerada em relação ao desempenho e perspectivas da companhia no longo prazo", justificou a equipe de análise.

Telefônica Brasil (VIVT4): segundo os analistas da Gradual, com a insegurança gerada no setor elétrico, os investidores procuram outros setores que também bons pagadores de dividendos. "Nesse sentido, o setor de telecomunicações se destaca. E a companhia se sobressai como alternativa de investimento dentro do setor pelo porte do grupo controlador", diz relatório.

Saraiva (SLED4): a corretora continua recomendando as ações da livraria devido aos seus múltiplos atrativos e pelas boas perspectivas do setor, além da maior receita líquida conseguiuda pela companhia após elevação do número de vendas de seus produtos.

Grendene (GRND3): os analistas da Gradual continuam recomendando os papéis da produtora de calçados devido à sua boa resiliência frente à situação de desaceleração econômica. "A Grendene continua ganhando market share no mercado interno e, com sólida situação de caixa, tem distribuído elevados dividendos", comenta Esteves.

Suzano (SUZB5): segundo a Gradual, a recente inclusão dos papéis preferenciais A da Suzano na composição da carteira teórica do Ibovespa deverá elevar a liquidez do papel, com pressão compradora por parte de fundos indexados ao índice.

Eucatex (EUCA4): a corretora recomenda as ações da Eucatex diante das projeções de expansão da geração de caixa da companhia nos próximos trimestres, com o avanço da utilização da capacidade instalada da sua nova planta.

Bradespar (BRAP4): a companhia tem apresentado um fluxo de caixa consistente, que permitiu distribuir US$ 6 bilhões de remuneração mínima aos acionistas em 2012, segundo a corretora. "Dada a queda acumulada das ações da bradespar no ano, voltamos a colocar os papéis da companhia em um patamar atrativo, mesmo com cenário adverso", explica o analista.

PDG Realty (PDGR3): segundo os analistas, a posse do novo CEO, Carlos Piani, deve dar ritmo ao processo de reestruturação da companhia. "Apesar de detalhes do novo plano de ação ainda não estarem claros, vemos o momento como de inflexão para a história da empresa, ressalvados os riscos da empresa e do próprio setor, bastante sensível aos desdobramentos da conjuntura macroeconômica", explica Esteves.

Cemig (CMIG4): a corretora analisa a queda da Cemig como exagerada, após as medidas anunciadas pelo governo para o setor. "A companhia participa em mais de 100 empresas, além de consórcios e fundo departicipações, e conta inclusive com investimentos no exterior, como a linha de transmissão de energia elétrica no Chile, portanto seus resultados não devem ser muito afetados pela medida provisória", comenta o analista.

Confira a carteira recomendada pela Gradual para esta semana:

EmpresaCódigo Preço-alvo*  Upside** 
Banco do Brasil BBSA3  R$ 32,00 +24,80%
Petrobras
PETR4 R$ 30,50
+36,34%
Providência
PRVI3 R$ 8,90 +29,93%
Bematech BEMA3 R$ 6,50 +32,65%
Brookfield BISA3 R$ 6,00 +51,90%
Telefônica Brasil VIVT4 R$ 56,30 +27,12%
Saraiva SLED4 R$ 34,20 +48,70%
Grendene
GRND3 R$ 16,80 +22,18%
Suzano SUZB5 Em revisão -
Eucatex EUCA4 R$ 10,50 +40,00%
Bradespar
BRAP4 R$ 48,00 +70,58
Cemig CMIG4 R$ 34,00 -26,39%
PDG Realty PDGR3 R$ 5,50 +43,98%

* Preço-alvo para 12 meses
** Potencial de valorização em relação ao fechamento de 28 de setembro

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