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Crise das commodities dificulta reestruturação do grupo X

Novos controladores das empresas criadas por Eike Batista estão apreensivos porque queda no preço das commodities pode inviabilizar negócios

Eike Batista
(Bloomberg)

Apesar de avanços em 2014 como a aprovação do plano de recuperação judicial da OGX (rebatizada de Óleo e Gás Participações - OGPar) e do estaleiro OSX, o inferno astral de Eike Batista parece longe de terminar. Não bastasse a crise interna do grupo X, a conjuntura dos setores de petróleo e de mineração dificulta a reestruturação da petroleira e uma solução para a mineradora MMX.

 

Os preços do petróleo e do minério de ferro derreteram ao longo de 2014: o barril do tipo brent caiu abaixo de US$ 60 e a tonelada do minério atingiu o menor patamar em cinco anos, cotada a menos de US$ 70.

 

É má notícia para os credores que assumiram a OGPar com laudos baseados em um preço de US$ 110 por barril e também uma pedra na negociação da mina da MMX em Serra Azul.

 

Segundo uma fonte próxima do empresário, os credores que assumiram o controle da OGPar estão apreensivos. Um dos dilemas é que precisarão injetar mais recursos para manter o negócio viável, além do empréstimo de US$ 215 milhões que concederam para ajudar a companhia a se reerguer.

 

Em outubro a mineradora engrossou a fila de empresas X que recorreram à recuperação judicial para escapar de ações judiciais de credores. O pedido veio quase um ano após a OGX oficializar o maior calote empresarial da América Latina, seguida pelo braço de construção naval OSX. Dois meses depois da MMX foi a vez da Eneva, antiga MPX, controlada pela alemã E.ON e pelo próprio Eike.

 

A renegociação das dívidas e aprovação dos planos de recuperação judicial de MMX e Eneva estão entre as resoluções de ano-novo de Eike. Já a OSX teve o plano aprovado pelos credores no dia 17, às véspera do recesso do Judiciário. Juntas, as empresas têm sob proteção judicial mais de R$ 10 bilhões em dívidas e credores como Caixa Econômica Federal e Santander, além de empresas como Prumo e Glencore. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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