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Vinci Partners deve assumir controle da OGX; empresas negam

A operação diluirá Eike Batista e envolverá o perdão de 55% da dívida da companhia, reduzindo o endividamento para US$ 1,62 bilhão

Eike faz o V da vitótria
(Ricardo Moraes/Reuters)

SÃO PAULO - A gestora Vinci Partners deve assumir o controle da OGX Petróleo (OGXP3), afirmou uma fonte próxima do caso que não quis se identificar na manhã desta quarta-feira (16). Procuradas pelo InfoMoney, a OGX e a Vinci negaram a informação. "A Vinci Partners nega cabalmente as informações veiculadas pela mídia de que poderia se associar ou mesmo realizar operação ou investimento de qualquer natureza na OGX", diz a nota enviada pela gestora.

O InfoMoney apurou que a Vinci, gestora de recursos controlada por Gilberto Sayão, que já foi o principal sócio de André Esteves no BTG Pactual, deve comprar entre 25% e 30% da companhia e pagará R$ 0,70 por ação. Entrariam no caixa da OGX US$ 220 milhões, que seriam suficientes para dar início à exploração do campo de Tubarão Martelo e para o desenvolvimento do campo BS-4, comprado da Petrobras. A intenção da Vinci seria justamente realizar uma reestruturação na OGX como fez na PDG Realty (PDGR3). 

Eike Batista será fortemente diluído pela operação e deixará o controle da empresa, assim como já aconteceu com outras companhias vendidas, como a MPX e a LLX. Sem Eike no negócio, seria mais fácil para a empresa levantar recursos futuramente, inclusive junto ao BNDES, que está ciente da operação.

O acordo que prevê a entrada da Vinci no comando envolve o perdão formal de 55% da dívida da companhia, reduzindo o endividamento a US$ 1,62 bilhão. Os principais credores já teriam dado aval à operação ontem. 

Depois da diluição, Eike terá uma participação minoritária na OGX, assim como tem na Eneva (MPXE3) e LLX Logística (LLXL3), empresas que já vendeu com sucesso.

Isso continua o movimento da véspera, quando a OGX demitiu o diretor-presidente, Luiz Carneiro e outros membros da diretoria. Paulo Amaral, homem de confiança da Angra Partners, assumiu a empresa - mas, eventualmente, deixará o comando para que alguém da Vinci o assuma. 

As ações continuam a disparada da véspera, com alta de 26,47% por volta das 11h15 (horário de Brasília), cotadas a R$ 0,43. Com a alta de 48% da véspera, os papéis já apresentam alta de quase 90% em relação ao fechamento de anteontem. O volume bateu a casa dos R$ 81,60 milhões já na primeira hora de negociação, o dobro da média dos últimos 21 dias. 

 

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